Nada se Perde, Tudo se Transforma: O Filme do Mando é o Sucessor Espiritual de “Rangers of the New Republic”

Nada se Perde, Tudo se Transforma: O Filme do Mando é o Sucessor Espiritual de “Rangers of the New Republic”

Se tem uma coisa que o fã de Star Wars aprendeu nos últimos anos, além de que nunca devemos confiar totalmente em um droide de protocolo em um campo de minas, é que a Lucasfilm adora anunciar projetos. O problema é que nem todos eles chegam a ver a luz dos sóis gêmeos de Tatooine.

Quem aí se lembra da trilogia do Rian Johnson? Ou do filme misterioso do Kevin Feige? A lista de “quase lá” é longa. Mas hoje vamos falar de um caso específico que parecia morto e enterrado, mas que acaba de ganhar uma sobrevida de luxo nos cinemas: Rangers of the New Republic.


O Fantasma dos Projetos Passados

Anunciada em 2020, Rangers of the New Republic seria o spin-off focado nos oficiais da Nova República tentando manter a ordem no caos pós-Império. O plano era ter a Cara Dune (Gina Carano) como protagonista, mas, após polêmicas e a saída da atriz, o projeto foi para a geladeira de carbonite.

Kathleen Kennedy chegou a dizer que o show foi cancelado, mas deixou uma pista: os conceitos seriam reaproveitados em The Mandalorian. E se você achou que isso se limitava às participações do Carson Teva na 3ª temporada, prepare-se, porque o buraco (de minhoca) é mais embaixo.

Sigourney Weaver e os Adelphi Rangers

Com o trailer e as informações fresquinhas de The Mandalorian and Grogu, o que era boato virou estratégia. Din Djarin e nosso pequeno mestre da Força foram recrutados oficialmente pela Nova República. A missão? Caçar remanescentes imperiais.

A peça-chave aqui é a Coronel Ward, interpretada pela icônica Sigourney Weaver. Recentemente, caiu na rede a confirmação de que ela é ninguém menos que a líder dos Adelphi Rangers. Sim, o mesmo esquadrão do Carson Teva e do Trapper Wolf!

Basicamente, o filme pegou a premissa de Rangers of the New Republic — oficiais caçando imperiais e bandidos em setores remotos — e colocou o Mando e o Grogu como os “agentes terceirizados” dessa operação. É o melhor dos dois mundos: temos o orçamento de cinema e o carisma da dupla mais amada da galáxia fazendo o trabalho que seria da série cancelada.

E a Cara Dune? Pede pra sair ou volta?

Essa é a pergunta de um milhão de créditos. Com o fim do processo judicial entre Gina Carano e a Disney em 2025, e uma nota da Lucasfilm dizendo que “espera encontrar oportunidades de trabalhar com ela no futuro”, o clima mudou.

A personagem foi “justificada” na série como estando agora nas Forças Especiais da Nova República. Seria ela uma das agentes sob o comando da Coronel Ward? Por enquanto, nada confirmado para o filme de maio, mas com o filme do Dave Filoni (o grande clímax do MandoVerse) no horizonte, não seria impossível ver um retorno triunfal para ajudar a derrubar o Grão-Almirante Thrawn.


A Lucasfilm provou que sabe reciclar melhor que um Jawa em dia de sorte. Transformar uma série cancelada na espinha dorsal do primeiro filme de Star Wars em sete anos é uma jogada de mestre. Teremos a ação policial e política que os Rangers prometiam, mas com o tempero especial de Beskar que só o Mando tem.

Se você estava órfão daquela pegada “lei e ordem” na Orla Exterior, pode comemorar. O filme não é apenas uma aventura do Grogu,é a consolidação de todo o cenário da Nova República que viemos acompanhando no streaming.

Que a Força esteja com vocês, e que o combustível da Razor Crest nunca acabe!