Calma, Padawans! Por Que a Bilheteria de The Mandalorian & Grogu Não é o Fim de Star Wars

Calma, Padawans! Por Que a Bilheteria de The Mandalorian & Grogu Não é o Fim de Star Wars

Saudações, membros da Sociedade Jedi! Puxem uma cadeira na cantina, peçam um copo de leite azul e vamos falar sobre o assunto que está dominando as rodas de conversa na galáxia: os números de bilheteria de The Mandalorian & Grogu.

Antes mesmo da estreia, a grande pergunta era o quanto esse filme iria arrecadar. E faz todo o sentido! Estamos falando do retorno da saga às telonas depois de um hiato de sete anos — um período marcado por intensas guerras civis no mundo do streaming. Havia uma esperança natural de que o filme fosse um sucesso estrondoso e provasse que a franquia ainda tem combustível (ou suco de Jawa) de sobra.

Mas, olhando para os números, a situação pareceu um pouco diferente. No seu segundo fim de semana, o longa ficou apenas em terceiro lugar, perdendo para dois filmes de terror independentes de baixo orçamento (Backrooms e Obsession), além de amargar uma queda de 69% — a pior já registrada para um filme de Star Wars. Foi o suficiente para a internet declarar que a saga está morta, que os cinemas acabaram e que o apocalipse está próximo. Mas, como quase tudo na Força, as coisas não são tão simples assim.

Nem Um Desastre, Nem Um Milagre

Não dá para pintar a bilheteria de The Mandalorian & Grogu como um sucesso retumbante. Afinal, é Star Wars. É normal esperar mais do que os US$ 247 milhões arrecadados globalmente nas duas primeiras semanas. Para efeito de comparação, O Despertar da Força continua sendo o intocável campeão de bilheteria doméstica, e o longa original de 1977 é um dos cinco mais lucrativos da história quando ajustamos a inflação. Estamos bem longe dessas alturas vertiginosas.

O detalhe crucial é: The Mandalorian & Grogu nunca precisou chegar perto desses números.

Pense bem: em uma linha do tempo alternativa, esse filme teria sido lançado direto no Disney+ como a 4ª Temporada de The Mandalorian, rendendo exatamente zero dólares em bilheteria, e ainda seria considerado um sucesso absoluto de engajamento. A abertura global de US$ 167 milhões foi sólida. Além disso, a verdadeira mina de ouro da Casa do Mickey não está apenas na venda de ingressos. A receita gerada por merchandising (quem não quer mais um boneco do Grogu?), VoD, parques temáticos e licenciamentos fará esse projeto dar um belo lucro.

O filme também não está imune ao seu próprio contexto. Ele chegou aos cinemas três anos após uma temporada divisiva da série e quase cinco anos após o ápice de popularidade das duas primeiras temporadas. A transição do streaming para o cinema não é uma ciência exata — basta olhar para o desempenho de As Marvels ou as projeções de Capitão América: Admirável Mundo Novo. A Lucasfilm sabia exatamente o terreno em que estava pisando: foi mais um teste de águas do que uma cartada de tudo ou nada.

Starfighter: A Verdadeira Prova de Fogo

Se vocês querem um motivo real para se preocupar com o futuro cinematográfico da franquia, guardem a ansiedade para 2027. É aí que o hiperespaço vai ficar movimentado.

Enquanto no Disney+ teremos as segundas temporadas de Ahsoka e Maul – Shadow Lord, os cinemas receberão a artilharia pesada. Primeiro, teremos o tão aguardado relançamento da versão de cinema de Uma Nova Esperança, celebrando os incríveis 50 anos da franquia. Se o relançamento de A Vingança dos Sith em 2025 já fez impressionantes US$ 50 milhões, imaginem o poder de fogo do filme que começou tudo isso.

Isso servirá como aquecimento para o verdadeiro evento: Star Wars: Starfighter.

Dirigido por Shawn Levy (Deadpool & Wolverine) e estrelado por Ryan Gosling, este filme será algo totalmente novo. Novos personagens, um novo ponto na cronologia (cinco anos após A Ascensão Skywalker) e o retorno da iconografia clássica que faltou em Mando, como os bons e velhos duelos de sabre de luz. Levy sabe como fazer blockbusters que agradam multidões, e Gosling está no auge de sua carreira após Project Hail Mary.

Com Starfighter, não haverá desculpas. Ao contrário de The Mandalorian & Grogu, este é um projeto desenhado desde o berço para ser um arrasa-quarteirão gigante, feito para arrastar o grande público de volta aos cinemas. Se esse filme fracassar, aí sim poderemos começar a encomendar as coroas de flores e pensar em quem vai ficar com a guarda do Grogu no testamento.