O Retorno de Star Wars aos Cinemas: O Caminho (da Bilheteria) é este Mesmo?

O Retorno de Star Wars aos Cinemas: O Caminho (da Bilheteria) é este Mesmo?

Saudações, Padawans e mestres de longa data! Faz tanto tempo que não vemos aquele letreiro amarelo subindo na tela grande que eu já estava quase esquecendo o gosto da pipoca cara do cinema. Desde A Ascensão Skywalker, nossa dose de “uma galáxia muito, muito distante” tem sido via Wi-Fi, sentados no sofá. Mas o jogo está prestes a mudar com The Mandalorian and Grogu, que estreia em 22 de maio.

A questão é: o público está pronto para sair do sofá? As primeiras projeções de bilheteria chegaram e, bom, elas são mais polêmicas que a discussão sobre quem atirou primeiro na Cantina de Mos Eisley (já reparam que eu adoro falar sobre quem atirou primeiro).


O Fantasma de Solo Ataca Novamente?

De acordo com o Box Office Theory, a projeção para o primeiro final de semana de Mando e seu “filho” verde é de US$ 71 milhões. Para quem não vive de planilhas, eu traduzo: isso seria a pior abertura da era Disney, ficando abaixo até de Solo: Uma História Star Wars, que abriu com US$ 84,4 milhões e levou o carimbo de primeiro “fracasso” da franquia.

Eu sei, eu sei. Ler isso dá um frio na espinha maior do que encarar o Darth Vader num corredor escuro. Mas antes de jogarmos nossas capas de Jedi no lixo e aceitarmos o Lado Sombrio do pessimismo, precisamos olhar para os detalhes. O marketing até agora teve seus altos e baixos — aquele trailer recente foi sensacional, mas o comercial do Super Bowl parece ter passado mais despercebido que um Droide de Protocolo numa festa de caçadores de recompensa.

O “Pulo do Gato” (ou do Loth-cat): O Orçamento

Aqui é onde a história fica interessante. Comparar o filme do Mando com Solo é como comparar um X-Wing com a Estrela da Morte: o tamanho do investimento é outro. Enquanto Solo custou uma fortuna astronômica, The Mandalorian and Grogu tem um orçamento estimado em US$ 166 milhões (embora a pós-produção deva elevar um pouco esse número).

Na prática, isso torna o filme o mais “barato” da história de Star Wars no cinema. Basicamente, a Disney está fazendo um filme com o orçamento de uma temporada da série. Se ele arrecadar “pouco” para os padrões de Star Wars, ainda assim será um lucro garantido e uma transição suave do streaming para a tela grande. É uma aposta segura, um “feijão com arroz” galáctico que prepara o terreno para coisas maiores.

O Verdadeiro Despertar da Força está em 2027

Sejamos sinceros: Din Djarin e Grogu são amados, mas este filme parece mais um “Episódio Especial Luxuoso” do que a grande ressurreição da saga nos cinemas. O verdadeiro evento, aquele que vai fazer os fãs das antigas (como eu, que lembro de quando o Yoda era apenas um boneco de borracha genial) chorarem no cinema, será no ano que vem.

Em 2027, teremos as comemorações dos 50 anos de Star Wars com o lançamento de Star Wars: Starfighter e, o melhor de tudo, o relançamento do filme original de 1977 nos cinemas (estou contando que sai aqui no Brasil também)— na versão sem os “ajustes” digitais posteriores do George Lucas. Esse, sim, promete ser o momento de união total da base de fãs.

The Mandalorian and Grogu pode não quebrar recordes de bilheteria ou mudar a história do cinema, mas ele vai cumprir sua missão: trazer Star Wars de volta para onde ele pertence, pagar as contas da Lucasfilm e nos dar mais um momento fofo do Grogu em escala gigante. Para um retorno após sete anos de jejum cinematográfico, talvez “este seja o caminho” mais prudente.