Cuidado Onde Aponta Isso! A Verdade Explosiva (e Nojenta) Sobre as Mortes por Sabre de Luz

Cuidado Onde Aponta Isso! A Verdade Explosiva (e Nojenta) Sobre as Mortes por Sabre de Luz

Se você, assim como eu, acompanha essa saga desde que o “Episódio IV” era apenas conhecido como “Star Wars” nos cinemas, com certeza já aceitou muitas coisas em nome da suspensão de descrença. Vimos naves fazendo barulho no vácuo, fazendeiros de umidade falando com robôs e, claro, a arma mais elegante de uma era mais civilizada: o sabre de luz.

Obi-Wan Kenobi nos vendeu a ideia de que o sabre era uma ferramenta limpa, precisa e superior aos “desajeitados” blasters. E, visualmente, ele estava certo. Nos filmes, quando alguém perde um braço (o que acontece bastante, convenhamos), a ferida é cauterizada instantaneamente. Sem sangue, sem sujeira, apenas um corte cirúrgico. Mas, se aplicarmos um pouquinho de física da vida real — aquela que estraga todas as festas — a realidade seria um filme de terror digno de deixar qualquer Rankor de estômago embrulhado.


O Problema do Vapor (ou: Por que você explodiria)

O grande “X” da questão, como apontado recentemente pelo pessoal do Nerdist, é que o sabre de luz não é apenas uma lâmina quente, ele é plasma contido em um campo magnético. Estamos falando de temperaturas que fariam o sol de Tatooine parecer um picolé.

O corpo humano é composto por cerca de 70% de água. O que acontece quando você toca algo a milhares de graus em um recipiente de água? Ela não apenas ferve, ela se transforma em vapor instantaneamente. Em física, chamamos isso de expansão volumétrica violenta. No bom português: você viraria uma panela de pressão humana sem válvula de escape.

Em vez de um corte limpo e “elegante”, o contato da lâmina com o tecido humano causaria uma explosão de vapor tão rápida que o membro atingido — ou o corpo inteiro — poderia basicamente estourar. Imagine o som de uma pipoca gigante, mas muito mais traumático para quem estiver por perto na Cantina de Mos Eisley.

Cauterização? Não é bem assim…

Sempre nos disseram que o calor do sabre sela as feridas na hora. Mas, na vida real, o calor seria tão intenso que os órgãos adjacentes entrariam em choque térmico imediato. O vapor superaquecido viajaria pelas suas veias e artérias, cozinhando tudo por dentro antes mesmo de você conseguir dizer “eu tenho um mau pressentimento sobre isso”.

Além disso, o brilho ofuscante de uma lâmina de plasma tão próxima aos olhos provavelmente deixaria qualquer duelista cego em segundos. Aqueles duelos coreografados e épicos? Seriam dois guerreiros dando golpes às cegas enquanto tentam não ser atingidos por estilhaços de vapor dos próprios ferimentos.


No fim das contas, George Lucas tomou a decisão certa. Star Wars é sobre mitologia, esperança e a luta entre luz e escuridão, não sobre a termodinâmica de fluidos biológicos. Se os sabres de luz funcionassem como a física manda, os filmes seriam proibidos para menores de 18 anos e o tapete do Palácio de Jabba seria impossível de limpar.

Então, da próxima vez que você ver Luke ou Vader em um duelo, agradeça aos deuses do cinema por ignorarem as leis da natureza. Vamos continuar fingindo que é tudo muito limpo e elegante, porque a realidade é bem mais explosiva do que o esperado.

E você, prefere a versão “limpa” dos filmes ou gostaria de ver um pouco mais de realismo científico na saga? Deixe seu comentário e que a Força (e a física) esteja com você!