A Força é Forte na Estratégia: Star Wars Zero Company é o “XCOM” que Nossas Vidas Precisavam

A Força é Forte na Estratégia: Star Wars Zero Company é o “XCOM” que Nossas Vidas Precisavam

Se você me conhece, sabe que eu estou aqui desde que o Han Solo atirou primeiro (e sim, ele atirou primeiro). Já vi de tudo nesta galáxia: simuladores de voo que fritavam meu PC nos anos 90, RPGs épicos e até uns jogos de “pod racer” que me deixaram com tontura por dias. Mas, recentemente, li uma matéria da PCGamer.com que me fez querer vender meu speeder e investir tudo em um novo computador (alias já fiz isso).

Estamos falando de Star Wars Zero Company, o novo projeto da Bit Reactor. Sabe aquela combinação clássica de chocolate com pasta de amendoim? Pois é, o pessoal que visitou os escritórios da desenvolvedora em Maryland, nos EUA, garante que o jogo é exatamente isso: um “slam dunk” que mistura a jogabilidade tática de XCOM com a alma de Star Wars. E, pelo que vi, as expectativas não são apenas altas — elas foram obliteradas como a Estrela da Morte.


Um Pedigree de Respeito (E Um Empurrão de Titãs)

A Bit Reactor não é uma garagem qualquer. O fundador, Greg Foertsch, foi o diretor de arte da série XCOM moderna e de Marvel’s Midnight Suns. Ele trouxe consigo uma tropa de elite da Firaxis. Mas o que me deixou de queixo caído foi a história por trás do jogo: Greg recebeu uma ligação tarde da noite de ninguém menos que Vince Zampella (o gênio por trás de Call of Duty e fundador da Respawn).

Infelizmente, Zampella nos deixou tragicamente em um acidente no final de 2025, mas seu legado vive aqui. Foi ele quem desafiou Greg a fazer um jogo de Star Wars tático. E, olha, o “pitch” não poderia ter sido melhor.

Combate que Gera Histórias (E Explosões)

A grande magia de jogos como XCOM é aquela missão que dá tudo errado e vira uma história para contar no bar da Mos Eisley. Imagine usar a Padawan Tel-Rea Vokoss para dar um Force Pull em um inimigo, jogando-o direto em um barril explosivo e mandando ele e seus amigos para o abraço do Force Ghost. É esse tipo de interação tática que o jogo promete.

A mecânica parece sólida:

Pontos de Ação (AP): Três pontos por turno para se mover e usar habilidades.

Pontos de Vantagem: Uma reserva compartilhada pelo esquadrão para habilidades especiais devastadoras.

Customização: Você joga como Hawks, um oficial da República (não-Jedi e não-clone) que você pode customizar totalmente, incluindo escolher espécies como Twi’lek ou Mirialan.

Mais do que Apenas Quadradinhos no Chão

O que realmente surpreendeu na prévia foi o valor de produção. Não é “só” um jogo de estratégia. Entre as missões, você controla Hawks em terceira pessoa, explorando ambientes com uma qualidade visual que lembra Jedi: Fallen Order. Você anda pela sua base, a Den, conversa com seus companheiros e faz upgrades.

E por falar em companheiros, preparem-se para o drama! O jogo se passa na era das Guerras Clônicas e traz figuras como o clone Trick e a guerrilheira separatista Runa Blask. Runa, inclusive, parece ser aquela personagem que a gente ama odiar — uma separatista raiz que não perde a chance de dar um sermão sobre o “imperialismo expansionista” da República. O sistema de laços (bonds) fará com que personagens que se odeiam tenham que aprender a trabalhar juntos. Muito Star Wars, não acham?

A Perda Faz Parte da Jornada

Aqui vem a parte para os fortes: Permadeath. Com exceção de Hawks, qualquer membro do seu esquadrão pode morrer definitivamente. Greg Foertsch argumentou que “Star Wars é sobre perda” (alô, Obi-Wan!), e o jogo quer que você sinta o peso de cada decisão. Se o seu clone favorito levar tiros de blaster demais, ele vai para o grande centro de clonagem de Kamino no céu. Sem choro, nem “save scumming”!


O Jogo do Ano de 2026?

Embora ainda não tenhamos uma data de lançamento cravada, Star Wars Zero Company está previsto para este ano. A colaboração estreita com a Lucasfilm garantiu uma estética autêntica, e a mistura de exploração RPG com combate tático profundo parece ser o frescor que a franquia precisava nos games.

Se você é fã das antigas que sente falta da dificuldade dos jogos clássicos, ou um fã novo que quer uma história bem contada, esse jogo parece estar mirando no centro do alvo. Fiquem de olho no Holocron, porque 2026 promete ser o ano da estratégia galáctica!

Que a Força — e a estratégia — estejam com vocês.