27 Anos Depois: O Duelo dos Sonhos (e dos Fóruns Antigos) entre Maul e Vader Finalmente Vai Acontecer?

27 Anos Depois: O Duelo dos Sonhos (e dos Fóruns Antigos) entre Maul e Vader Finalmente Vai Acontecer?

Pessoal, peguem seus sabres de luz de brinquedo (aqueles que não recolhem totalmente a lâmina) e vamos entrar na máquina do tempo. Faz 27 anos. Vinte e sete! Se você é um Padawan que nasceu depois de 1999, senta aí que o tio vai contar uma história de tempos bárbaros.

Eu estava lá nas filas do cinema para ver A Ameaça Fantasma. É difícil para os fãs modernos imaginarem, mas não existia essa enxurrada de redes sociais ou YouTubers dissecando cada pixel de um teaser. A gente via o comercial na TV aberta e decorava as falas na raça, pela repetição. E o que mais me prendeu naquela época? Não foi a política comercial da Federação, com certeza. Foi aquele Zabraq vermelho e preto, com cara de poucos amigos, chifres demoníacos e um sabre de luz duplo que parecia ter saído direto dos meus sonhos mais nerds: Darth Maul.


A Lenda dos Seis Minutos

A Lucasfilm sabia exatamente o que tinha nas mãos. O marketing em cima do Maul foi insano, ele era a silhueta selvagem da nova trilogia. E aí veio o filme e… bem, ele apareceu por uns gloriosos seis minutos (mais ou menos) antes de ser cortado ao meio — literalmente e figurativamente — pelo jovem Obi-Wan. Uma tragédia shakespeariana para nós, fãs do Lado Sombrio.

Mas esses seis minutos bastaram para cimentar Maul como uma lenda instantânea entre os Lordes Sith. Lembro vividamente dos fóruns de discussão da internet discada (sim, faz esse tempo todo, eu administrava o fórum do CJSP na época) pegando fogo com o debate supremo: “Quem é mais forte? O acrobático Maul ou o tanque de guerra Darth Vader?”. Naquela época, isso era pura especulação de fã, o tipo de conversa que durava madrugadas.

O Retorno do Sith que Não Deveria Estar Vivo

Por anos, essa luta dos sonhos só existia em HQs da marca “Infinities” (o famoso “não canônico, só pela zoeira”) e nas fanfics mais obscuras da internet. Afinal, no cânone, Maul era história. Ele era metade do homem que costumava ser, se é que vocês me entendem.

Até que o próprio George Lucas percebeu: “Ops, matei o cara mais legal do filme cedo demais”. E bum! O Aprendiz Sith foi ressuscitado em Star Wars: The Clone Wars. Confesso que, na época, eu não tinha o canal a cabo que passava a animação e demorei para embarcar nessa, mas quando vi a complexidade que deram ao personagem… uau.

Mais tarde, em Star Wars Rebels, eles quase nos deram o que queríamos em Malachor. Os dois estavam lá! Mas, sejamos honestos, o foco emocional ali tinha que ser o reencontro doloroso entre Ahsoka e seu antigo mestre. Além disso, aquele Maul já era o “Velho Mestre”, meio biruta, vivendo de restos no deserto e obcecado pelo Kenobi. Não era exatamente a luta justa entre titãs que a gente imaginava nos anos 90.

A Nova Esperança (Para uma Briga Sombria)

Mas agora, meus amigos, o jogo virou e meu coração de fã veterano quase parou com o trailer da nova série, Maul – Shadow Lord.

Estamos falando de uma série ambientada nos “Tempos Sombrios”, o auge do reinado do Império. Isso significa que Maul está ativo exatamente ao mesmo tempo que Darth Vader. E o melhor: o trailer confirma que ele está sendo caçado pelos Inquisidores.

E nós sabemos a regra de ouro do “RH Imperial”: os Inquisidores são ótimos para caçar Padawans assustados, mas quando eles falham miseravelmente em matar um usuário da Força de alto nível… quem é que o Imperador manda para limpar a bagunça? Ele mesmo, o Lorde Sith asmático favorito de todos, Darth Vader.

O Ápice do Lado Sombrio

O potencial disso é gigantesco e me fez pular da cadeira. Não estamos falando mais de um Maul velho e cansado. Estamos falando de um Maul no seu auge físico e na Força, um powerhouse do Lado Sombrio que corta Inquisidores no café da manhã, e que poderia dar muito trabalho ao Vader.

Vinte e sete anos depois daquela fila de cinema, parece que meu devaneio de fã – e o tópico favorito de “quem venceria” de toda uma geração – está prestes a se tornar realidade no cânone. E eu não poderia estar mais feliz (e um pouco assustado) com isso. Que a Força esteja conosco, porque a pancadaria vai ser épica!