SOLO por Jack Allek (Primeiro Capítulo)

SOLO por Jack Allek (Primeiro Capítulo)

Olá Jedi e Sith de toda a galáxia… É com muita honra que apresento a vocês o primeiro capítulo de “Solo” a FanFic (narrativa ficcional, feita e divulgada por fãs) escrita por mim, que leva o Selo Sociedade Jedi de qualidade kkkkk

Lançarei os outros de tempos em tempos, conforme for escrevendo.

Espero que gostem.
Deixem seus comentários sobre o que acharam.
Desde já agradeço.

Jack Allek


Capítulo 1

  Han Solo acordou assustado.

Por alguns segundos tentou se lembrar de onde estava. Olhou para os lados, tentando identificar a origem do barulho que o acordara e viu um mecânico recolhendo algumas ferramentas que tinha deixado cair no chão metálico bem à seu lado. Ele pegou uma por uma, assoviando e continuou o seu caminho, despreocupado.

  Han bocejou silenciosamente. Com toda a certeza, aquele mecânico não tinha notado o respeitado General Solo apoiado entre os dois contêineres. Há anos, onde quer que fosse, era surpreendido por variações de “Boa tarde, Senhor.” ou “É um prazer, General”. Cumprimentos e continências de pessoas que nunca vira na vida. Isso era estranho. Quando entrava no refeitório ou em alguma sala com grupos de pessoas, a conversa era quase imediatamente interrompida em sinal de respeito. Alguns, inclusive, se levantavam quando ele passava… Han ainda não se acostumara com isso e duvidava que um dia poderia se acostumar.

  Sempre que a situação permitia, dava seu jeito de escapar de multidões ou de contatos desnecessários. Embora, se perguntado, ele fosse negar enfaticamente, essa era a razão dele ter se espremido ali para começo de conversa.

    Han coçou os olhos e se endireitou o melhor que pode. Praguejou baixinho.

Suas costas doíam pelo sono não planejado. “Já não tenho mais idade pra isso”, pensou ele entre uma careta e outra, levantando-se para sair de seu esconderijo.

    Agora que estava acordado e olhando ao redor enquanto assentava os cabelos rebeldes, percebia que o hangar de embarque e desembarque da gigantesca fragata Mon Calamari não era o lugar ideal para um cochilo. Reparou o quanto aquele lugar era barulhento. Droides astromecânicos e grupos de pilotos animados passeavam e riam ruidosamente de um lado para o outro, sem contar o barulho das máquinas de abastecimento. “Como alguém consegue dormir com essa algazarra toda?!”, pensou com um sorriso enviesado nos lábios.

A pergunta era retórica. Han estava cansado.

  Anos após a queda do Império, embora os cidadãos comuns da galáxia vivessem uma relativa paz, eles guerreavam dia a dia para mantê-la. A destruição da segunda Estrela da Morte e a dura vitória em Jakku colocaram os remanescentes imperiais em seu devido lugar. Mas alguns simpatizantes parecem não ter entendido o recado.

Pequenos ataques pontuais e aparentemente desconexos eclodiam a cada segundo pelos inúmeros sistemas da Nova República. Mesmo insignificantes do amplo ponto de vista político, eles ainda eram onerosos ao recente governo que precisava urgentemente desses escassos recursos em outras áreas.

  Luke andava ocupado viajando sozinho por toda a galáxia sentindo “o fluxo vital da Força.” como ele mesmo dizia. “Han, eu preciso reestruturar a Ordem. Essa é minha missão agora como o primeiro dos novos Jedi. Yoda e Obi-Wan confiaram em mim. Não posso decepcioná-los. E eu sei que a Força está comigo. Apenas vivenciando o universo conseguirei achar pessoas sensitivas para treinar”, disse Luke quando lhe pediu para curtirem um jogo de cartas juntos. “Bem a cara dele.”, pensou Han divertindo-se com a lembrança, “Fazer um discurso moral para se livrar de um inocente Sabacc”. Já faziam 7 meses padrões que não se viam e pelo menos 3 que não tinham ao menos uma notícia sua. Leia estava começando a ficar preocupada mesmo tentando não demonstrar.

  “Ahhh… Leia.”, pensou Han. “Tendo sempre que ser tão forte”. As questões políticas engoliam Leia de uma maneira quase brutal. Pensou que após a derrota dos Imperiais em Jakku eles teriam mais tempo… Doce ilusão. Eles tinham poucos momentos à sós. Han sabia que ela precisava, assim como ele, desses instantes de descontração em família. Por isso, ele tentava manter seu humor ácido e ironias sob rigoroso controle quando estavam em algum programa com Ben.

  Fechando os olhos, Han segurou seus pensamentos em Ben por mais alguns segundos e permitiu-se aproveitar o momento. Lembrou de seu pequeno rosto sereno enquanto dormia tranquilo e do cheiro dos seus cabelos quando deu um beijo em sua testa ao sair de seu quarto esta manhã. Se pegou sorrindo feito bobo e pensou no quanto a vida trilhava caminhos inesperados.

  Se há sete anos alguém lhe contasse que ele teria papel fundamental na destruição do Império de Palpatine, tornaria-se um General da Nova República, melhor amigo do último dos Jedi e que teria um filho com uma princesa, ele com certeza (depois de recuperar o fôlego das risadas, obviamente) o venderia à Jabba, o Hutt, para servir de bufão na corte de seu palácio.

   “Só que a princesa matou esse mesmo Hutt, enquanto o Jedi lutava para salvar seu amigo da morte… É, deve ser verdade então!”, pensou ele, rindo ao lembrar-se. Parecia que tinha se passado uma eternidade desde aquele dia nas areias quentes de Tatooine. O divertimento logo foi engolido pela nostalgia. Os dias pareciam mais leves naquela época.

***