Preparem os capacetes e ajustem as celas de energia, porque o retorno de Star Wars aos cinemas está chegando! Depois de sete anos de “jejum” nas telonas — desde aquele encerramento polêmico da Saga Skywalker em 2019 — Din Djarin e nosso pequeno mestre do “lanchinho”, Grogu, têm a missão de provar que a franquia ainda tem fôlego para o blockbuster.
Mas, como diria o Almirante Ackbar: “É uma armadilha!” (ou pelo menos um desafio narrativo gigantesco). O primeiro trailer já soltou uma frase que deixou os fãs mais atentos com a pulga atrás da orelha: a personagem da lendária Sigourney Weaver, a Coronel Ward, diz que eles estão tentando “evitar uma guerra”. O problema? Nós, que já vimos a trilogia de sequels, sabemos que eles vão falhar miseravelmente.
A Missão que Já Começou com “Game Over”
O grande elefante (ou Bantha) na sala é a linha do tempo. The Mandalorian and Grogu se passa entre a terceira temporada da série e O Despertar da Força. Isso significa que, enquanto o Mando está caçando remanescentes imperiais e tentando manter a paz para a Nova República, a Primeira Ordem já está lá nas Regiões Desconhecidas, construindo a Base Starkiller e rindo da cara de todo mundo.
Saber que a guerra é inevitável cria um peso estranho para o filme. Como você se empolga com heróis tentando apagar um incêndio se você já viu o vídeo do prédio desabando alguns anos depois? É uma missão fadada ao fracasso, e nada do que o Din Djarin faça pode mudar o destino sombrio da galáxia sob o comando do Líder Supremo Snoke.
O Problema do “Prequel” nas Sequels
Star Wars já lidou com isso antes. Nós sabíamos que o Anakin se tornaria o Vader, mas a jornada foi fascinante. A diferença aqui é que as sequels (Episódios VII, VIII e IX) ainda são um terreno sensível para muitos fãs. Assistir a uma história que serve de “tapete vermelho” para eventos que parte do público não curtiu tanto é um equilíbrio delicado para o diretor Jon Favreau.
O filme tem grandes desafios pela frente, sem um grande antagonista que pareça uma ameaça real (e não apenas um “preaquecimento” para o que vem depois), o filme corre o risco de parecer um episódio esticado. Se o destino da galáxia já está selado, o foco precisa ser 100% na relação entre pai e filho. É isso que nos mantém investidos.
E Conhecendo a Lucasfilm, não duvido que tentem alguma “manobra de Poe Dameron” para explicar que, embora a guerra tenha vindo, a missão do Mando salvou algo específico que ainda não sabemos.
O Lado Bom da Força (Ainda Existe!)
Apesar de tudo, ver Star Wars no cinema é uma experiência única. A promessa de mais efeitos práticos, o carisma de Pedro Pascal (mesmo que só na voz) e a fofura destrutiva do Grogu ainda são motivos de sobra para garantir o ingresso. Talvez o objetivo do filme não seja salvar a galáxia, mas sim nos mostrar que, mesmo em tempos sombrios que não podemos evitar, vale a pena lutar pelas pequenas vitórias e pelas pessoas que amamos.
The Mandalorian and Grogu pode estar em uma rota de colisão com o inevitável, mas o que importa em Star Wars sempre foi a jornada, não apenas o destino. Se o filme conseguir nos fazer esquecer por duas horas que a Primeira Ordem está chegando, ele já terá vencido sua maior batalha.




