Convenhamos: o Darth Maul ter vivido uma vida tão longa em Star Wars já é, por si só, um milagre. Se você estava lá no cinema em 1999, lembra do choque de vê-lo ser cortado ao meio e despencado em um duto de lixo em Naboo. Naquela época, a gente achou que era o fim. Mas o caminho foi longo até ele ganhar sua própria série animada, Maul: Shadow Lord (que chegou agora em abril de 2026!), e ele percorreu essa estrada sendo carregado por vários pares de pernas diferentes.
Como fã que acompanhou desde os duelos coreografados até as crises existenciais em planetas de lixo, decidi que era hora de colocar ordem na casa. Vamos ranquear esses “membros inferiores” do nosso Sith favorito? Prepare o seu sabre duplo e venha comigo.
4. Pernas Orgânicas (As Originais)

As clássicas. Elas eram pernas perfeitamente funcionais, faziam o trabalho de andar furtivamente ao lado do mestre e permitiam aqueles backflips e giros estilosos que deixaram todo mundo de queixo caído na trilogia prequela. Mas, sejamos sinceros: em uma vida onde o homem teve tantas opções tecnológicas (raramente por escolha, claro), as originais são meio… sem graça? Além disso, elas falharam com o Maul no momento em que ele mais precisou, deixando-o na mão (ou melhor, no ar) quando o Obi-Wan decidiu separá-las do resto do corpo. Uma pena!
3. Pernas de Garra (O Exagero Tático)

O terceiro par de pernas do Maul, feito pela Mãe Talzin, parece que foi criado para compensar alguma coisa. Elas são uma referência direta aos quadrinhos clássicos do tipo “O que aconteceria se…”, mas o acabamento é um pouco exagerado. Elas são enormes, fazendo o Maul parecer um gigante perto do seu irmão, Savage Opress. São multi-articuladas e terminam em garras maciças — porque, aparentemente, tudo o que é “do mal” precisa ter espinhos. O Maul já é meio edgelord por natureza, mas essas pernas gritam isso alto demais. Parece que a Talzin olhou para o General Grievous e disse: “Consigo fazer igual com sucata e magia”. Ficou mais sobre ela do que sobre o Maul.
2. Pernas de Aranha (A Obra de Arte do Caos)

Eu sei, acabei de criticar as garras por serem “edgelord” demais, mas as pernas de aranha — aquelas que vemos quando o Maul retorna do túmulo em The Clone Wars no planeta Lotho Minor — são o auge do estilo macabro. O “Maul-Aranha” é o personagem no seu ponto mais baixo, um homem quebrado, movido apenas pelo ódio e pelo desejo de vingança. O visual de fiação exposta, movimentos frenéticos e aquela agilidade bizarra combina perfeitamente com a mente fragmentada dele na época. E tem o mérito de serem pernas “feitas por ele mesmo”. Ele deu a si mesmo um abdômen de aranha por nenhum motivo aparente além do puro caos. É icônico.
1. Pernas Mandalorianas (A Elegância Funcional)

No fim das contas, às vezes você só precisa de um par de pernas que pareça… pernas. Mas estas são especiais: são pernas Mandalorianas. Maul as consegue após suas pernas de garra serem danificadas e ele ser resgatado pelo Olho da Morte (Death Watch). Os mandalorianos, assim como nós, acharam que as garras eram um pouco bregas e deram a ele algo com as linhas suaves e a estética “art déco” de Mandalore.
Esse par é o equilíbrio perfeito: sem frescuras, duráveis e funcionais. Elas serviram tão bem que duraram o resto das Guerras Clônicas, passaram por Shadow Lord, pelo filme Solo e chegaram até Rebels. Foram as pernas com as quais ele finalmente partiu dessa para uma melhor, após quase 20 anos de uso intenso. É o design mandaloriano provando que, no combate ou na passarela do lado sombrio, menos é mais.
Seja escalando lixões ou governando sindicatos do crime, o Maul provou que não importa quantas vezes você caia (ou perca metade do corpo), o importante é com quais pernas você se levanta. Agora, com a estreia de Shadow Lord, estou ansioso para ver se teremos alguma nova atualização cibernética ou se ele vai manter o visual clássico de Mandalore que tanto amamos.



