Houston, Temos um Problema (De Novo): O Filme do Mando Pode Definir o Futuro do “Filoni-verso”

Houston, Temos um Problema (De Novo): O Filme do Mando Pode Definir o Futuro do “Filoni-verso”

Olá, fãs de todas as gerações! Se você, assim como eu, estava vivo e respirando a Força durante a Star Wars Celebration Europe em 2023, deve se lembrar daquele painel glorioso. Kathleen Kennedy subiu ao palco parecendo a Oprah distribuindo presentes: “Você ganha um filme! Você ganha um filme! Todo mundo ganha um filme!”.

Naquele dia fatídico, três projetos gigantescos foram anunciados: James Mangold indo para o passado distante com Dawn of the Jedi, Sharmeen Obaid-Chinoy trazendo Daisy Ridley de volta para a New Jedi Order, e o nosso amado Dave Filoni com o seu filme “Vingadores da Nova República”, prometendo unir todas as séries do Disney+ numa conclusão épica no cinema.

Corta para quase três anos depois (estamos no início de 2026, segundo o nosso cronograma atual). Onde estamos? Bem, digamos que o hiperespaço está engarrafado. E as últimas fofocas da galáxia sugerem que o grande plano de Filoni pode estar perigosamente perto de um rebaixamento de categoria. Peguem seus leites azuis, vamos discutir essa bagunça.


A Grande Espera e o “Teste de Fogo” do Mando

Vamos ser honestos, como fã que viu a Trilogia Original no cinema e sobreviveu à seca entre O Retorno de Jedi e A Ameaça Fantasma, eu já estou vacinado contra anúncios da Lucasfilm. Eu só acredito quando vejo o letreiro amarelo subindo na tela.

E a realidade atual é a seguinte: o filme do Mangold está em espera (roteiro muito “fora da caixinha”, dizem), o filme da Rey está trocando de roteiristas mais rápido que Han Solo troca de dívidas, e Dave Filoni, agora co-presidente da Lucasfilm, está ocupado demais sendo chefe para dirigir seu próprio épico.

Mas a bomba veio de um rumor recente do insider Daniel Richtman. Segundo ele, o filme evento do Filoni não está garantido. O destino de toda essa saga da Nova República depende de uma única coisa: a bilheteria de The Mandalorian e Grogu, que estreia daqui a pouco.

É isso mesmo. O filme que vai testar se as histórias do Disney+ funcionam na tela grande está carregando o peso do universo nas costas. Se Din Djarin e Baby Yoda lotarem as salas de cinema, ótimo, o “Filoni-verso” continua nos cinemas. Se o filme tiver um desempenho abaixo do esperado… a Lucasfilm pode puxar o freio de mão e transformar o grande filme do Filoni em uma “série limitada” para o Disney+.

Ah, e para piorar a ansiedade: a terceira temporada de Ahsoka também não está confirmada e pode nem acontecer.

A Arte do “Pivô” da Lucasfilm

Agora, eu ficaria surpreso com essa possibilidade? Nem um pouco. A Lucasfilm é mestre na arte do “pivô”. Lembram quando o filme do Boba Fett virou série? Ou quando a trilogia do Obi-Wan Kenobi se transformou naquela minissérie (que, convenhamos, teve seus altos e baixos)? Há um precedente claro aqui.

É irônico, porque a Disney supostamente disse ao criador de Andor, Tony Gilroy, que “o streaming está morto” e que o foco agora é cinema. Mas, se o cinema falhar, eles não têm problema nenhum em voltar correndo para o streaming para terminar as histórias.

Se The Mandalorian e Grogu não for o sucesso estrondoso que eles precisam, faz todo o sentido financeiro (na cabeça dos executivos, pelo menos) pegar o roteiro do filme do Filoni, dividi-lo em seis episódios e chamar de “O Fim do MandoVerso” no Disney+. Seria a forma de amarrar as pontas soltas de Ahsoka temporada 2 (se houver) e finalizar a ameaça do Grão-Almirante Thrawn.

A Última Esperança (deste verão)

O lado positivo é que, ao contrário do cancelamento abrupto de The Acolyte, a Lucasfilm investiu tempo e dinheiro demais na era da Nova República para simplesmente abandonar o barco. De um jeito ou de outro, teremos um final para a história do Thrawn e dos nossos heróis da TV. Dave Filoni e Jon Favreau construíram o carro-chefe do Disney+, eles merecem a chance de terminar a corrida.

Tudo se resume a este Maio. The Mandalorian e Grogu precisa ser um sucesso. O problema é que a campanha de marketing até agora está mais parada que um Bantha no deserto (já falamos sobre isso), e lançar Star Wars em Maio nos traz memórias sombrias de Solo: Uma História Star Wars.

Resta torcer para que o trailer final incendeie a galáxia e leve todo mundo para o cinema. Porque, sinceramente, eu quero ver o Grande Almirante Thrawn numa tela IMAX, e não no meu tablet. Que a Força esteja com a equipe de marketing!