Olá, viajantes das estrelas! Se você é como eu e já passou décadas tentando usar a Força para pegar o controle remoto sem levantar do sofá, sabe que ser fã de Star Wars exige uma habilidade especial: a paciência de um Mestre Jedi (ou a teimosia de um Sith, dependendo do dia).
A notícia da vez nos traz um misto de “eu já sabia” com aquele leve aperto no peito. O aguardadíssimo filme de James Mangold, Dawn of the Jedi (A Alvorada dos Jedi), que prometia nos levar 25 mil anos antes da Saga Skywalker para mostrar o primeiro ser a dizer “tenho um mau pressentimento sobre isso”, foi oficialmente colocado em espera.
O que está acontecendo no Conselho de Lucasfilm?
Para quem chegou agora na galáxia, James Mangold (o diretor de Logan e Indiana Jones e a Relíquia do Destino) estava trabalhando em um projeto que muitos de nós, fãs das antigas, considerávamos o mais refrescante em anos. O roteiro, escrito por ele e pelo talentoso Beau Willimon (que nos deu a obra-prima que é Andor), foi descrito pela nossa agora ex-presidente, Kathleen Kennedy, como algo que “quebra o molde”.
E parece que quebrou tanto o molde que a produção parou para catar os cacos. Em sua entrevista de despedida — sim, o reinado de Kennedy chegou ao fim —, ela confirmou que o projeto está na prateleira por tempo indeterminado.
Por que o atraso? (O lado sombrio do cronograma)
Não vamos entrar em pânico (ainda). Mangold é um diretor requisitado. Ele está ocupado com uma cinebiografia do Bob Dylan, um filme de assalto com o Timothée Chalamet e até um projeto para o novo DCU. Basicamente, a agenda dele está mais lotada que a cantina de Mos Eisley em dia de folga.
Além disso, a Lucasfilm está sob nova direção. Com Dave Filoni (nosso “padawan” do George Lucas) e Lynwen Brennan assumindo o comando como co-presidentes, a estratégia parece estar mudando. O foco imediato está em The Mandalorian & Grogu, que chega aos cinemas em breve, e na nova trilogia que Simon Kinberg está desenvolvendo.
O que isso significa para nós?
Para o fã que começou agora com The Mandalorian: calma, ainda teremos muito Baby Yoda nas telonas. Para o fã que tem as fitas VHS originais guardadas com carinho: é frustrante. Queríamos ver a origem mística da Força, algo épico e quase bíblico, longe dos dramas da família Skywalker.
A boa notícia é que “em espera” não significa “cancelado” (embora a gente ainda tenha traumas com o filme do Rogue Squadron da Patty Jenkins). O roteiro existe e é elogiado. Talvez Filoni e Brennan só queiram organizar a casa antes de darmos esse salto gigante para o passado remoto da galáxia.
No fim das contas, Star Wars nos cinemas é como o Millennium Falcon: pode demorar a dar partida, soltar umas faíscas e parecer que não vai sair do lugar, mas quando finalmente entra no hiperespaço, a gente esquece todos os problemas. Por enquanto, vamos focar no que está garantido e torcer para que o “Amanhecer dos Jedi” não vire um “Eterno Pôr do Sol”.
E você, o que acha? Prefere que a Lucasfilm foque no futuro com o Rey ou que explore esse passado misterioso de 25 mil anos atrás? Deixe seu comentário e que a Força (e a paciência) esteja com você!




