Além do Sabre de Luz: 5 Tesouros da LucasArts que Você (Provavelmente) Esqueceu que Eram Incríveis

Além do Sabre de Luz: 5 Tesouros da LucasArts que Você (Provavelmente) Esqueceu que Eram Incríveis

Fala, pessoal! Tudo na paz?

Se você, assim como eu, viveu a era de ouro da LucasArts, sabe que aquele logo “Gold Guy” na abertura de um jogo era sinônimo de qualidade e, principalmente, de criatividade fora da curva. Para a turma mais nova, a LucasArts pode parecer “apenas” a empresa que fazia os jogos de Star Wars antes da EA e da Ubisoft entrarem na jogada. Mas para os veteranos que estão por aqui desde os tempos do disquete, a história é bem mais profunda.

O pessoal do ComicBook soltou uma lista recentemente que me fez viajar no tempo. Eles lembraram de cinco títulos que não levam “Star Wars” no nome, mas que carregam todo o DNA de inovação que George Lucas imprimiu no estúdio. Vamos tirar o pó desses cartuchos (ou CDs) e relembrar por que esses jogos eram — e ainda são — geniais?


1. Mercenaries: Playground of Destruction (2005)

Antes de Just Cause se tornar o rei da destruição, existia Mercenaries. Situado em uma Coreia do Norte fictícia, o jogo te dava uma liberdade absurda para explodir absolutamente tudo. O sistema de “Baralho de 52” para caçar alvos era viciante. Quer destruir um prédio inteiro só porque ele está no seu caminho? Peça um ataque aéreo e assista ao show. Era o caos em estado puro, com uma jogabilidade que ainda hoje deixaria muito jogo moderno no chinelo.

2. Armed and Dangerous (2003)

Se você gosta de humor britânico ácido e armas bizarras, esse jogo foi feito para você. Desenvolvido pela mesma equipe de Giants: Citizen Kabuto, Armed and Dangerous é um jogo de tiro em terceira pessoa que não se leva nem um pouco a sério. Quem não se lembra da Land Shark Gun? Uma arma que atira um tubarão que “nada” pela terra e devora seus inimigos por baixo. É o tipo de criatividade maluca que faz muita falta na indústria atual, focada demais em realismo e de menos em diversão pura.

3. Gladius (2003)

Um RPG tático de gladiadores? Sim, e era sensacional. Gladius permitia que você gerasse sua própria escola de gladiadores, recrutando desde humanos até ogros e feras, lutando em arenas por todo o mundo antigo. O sistema de combate usava uma mecânica de “swing meter” que exigia precisão do jogador, tirando aquela sensação de que tudo dependia apenas de sorte nos dados. É um daqueles jogos densos, com uma progressão fantástica, que merecia um remaster para ontem.

4. Metal Warriors (1995)

Aqui o saudosismo bate forte. Publicado pela LucasArts para o Super Nintendo, este jogo de ação com robôs gigantes (mechas) é uma obra-prima técnica. O grande diferencial? Você podia sair do seu robô a qualquer momento, voar com seu jetpack como um piloto minúsculo e vulnerável, e invadir outro mecha inimigo ou encontrar um novo modelo escondido na fase. Para quem curte a estética de animes como Akira ou Gundam, esse jogo é obrigatório.

5. Outlaws (1997)

“Where are you, Marshall?”. Se você ouviu essa frase com a voz do vilão na sua cabeça, parabéns: você tem bom gosto. Outlaws foi um dos primeiros FPS a usar o sistema de zoom (mira telescópica) e trouxe uma trilha sonora de Clint Bajakian que é, basicamente, uma homenagem perfeita aos filmes de Sergio Leone. O estilo visual de “desenho animado sujo” e a narrativa de vingança faziam dele muito mais do que apenas um “clone de Doom no Velho Oeste”.


É fácil olhar para trás e lembrar apenas de Monkey Island ou Jedi Knight, mas a LucasArts era uma usina de experimentação. Revisitar esses títulos nos mostra que, às vezes, o que torna um jogo “eterno” não são os gráficos de última geração, mas sim uma ideia mecânica sólida e uma personalidade que transborda da tela.

E para a galera que começou a jogar agora: deem uma chance para esses clássicos. Eles podem não ter Ray Tracing, mas garanto que têm mais alma do que muito lançamento triplo A por aí.

E você? Qual desses passou batido pela sua locadora na época? Ou tem algum outro “lado B” da LucasArts que mora no seu coração? Vamos trocar essa ideia nos comentários!

Que a Força — e o bom gosto gamer — estejam com vocês!