A Peça Que Faltava na Trilogia Sequel? Leia, Rey e os Mistérios de Tython no Novo Livro “Legacy”!

A Peça Que Faltava na Trilogia Sequel? Leia, Rey e os Mistérios de Tython no Novo Livro “Legacy”!

Saudações, membros da Sociedade Jedi! Puxem uma cadeira, liguem seus sabres de luz (na potência mínima, por favor, para não queimar os móveis) e vamos conversar sobre aquele lado da nossa galáxia favorita que vai muito além das telas de cinema.

Nós que acompanhamos essa jornada estelar sabemos muito bem: Star Wars sempre foi gigantesco fora das telonas. Entre quadrinhos, jogos e livros, o Universo Expandido sempre foi o nosso porto seguro entre um filme e outro. E desde que a Lucasfilm reconfigurou o cânone, a nova continuidade tem crescido em um ritmo impressionante. Se você é daqueles que adora ver como as peças do quebra-cabeça se encaixam, especialmente na trilogia Sequel, o novo livro de Madeleine Roux, Star Wars: Legacy, parece ser exatamente o droide que estávamos procurando.

A Mestra Que Rey Precisava (E Merecia)

Situado no turbulento intervalo de um ano entre Os Últimos Jedi e A Ascensão Skywalker, Legacy foca na dinâmica que mal tivemos tempo de explorar nos cinemas: a relação entre Leia e Rey.

As melhores histórias literárias da franquia sempre brilham quando focam nos personagens, e aqui não é diferente. A trama mergulha fundo no motivo pelo qual Leia sempre foi, na prática, uma mentora muito mais adequada para Rey do que Luke. E tem mais: o livro não foge dos grandes dramas. Roux explora como Leia descobriu o parentesco da nossa protagonista com o infame Palpatine e como ela encontrou paz em relação às escolhas questionáveis de seu irmão.

Enquanto a dupla segue rumo ao lendário planeta Tython, a narrativa aproveita para costurar várias pontas soltas: desde a fascinante conexão entre Rey e Kylo Ren e a verdadeira natureza da Díade na Força, até os detalhes de como Rey consertou o icônico sabre de luz da família Skywalker.

Tython, Luas Antigas e a “Dark Rey” Redimida

Se você jogou RPGs antigos ou assistiu The Mandalorian, o nome Tython já deve ter feito seus ouvidos de Mestre Jedi zumbirem. O planeta, berço ancestral dos Jedi no antigo selo Legends (e que foi visitado por Luke no excelente livro Shadow of the Sith), é o cenário perfeito para uma jornada introspectiva.

Sendo uma poderosa vergência na Força, Tython é orbitado pelas duas luas que deram nome aos lados luminoso e sombrio da Força: Ashla e Bogan. A genialidade de Roux brilha na forma como o próprio planeta reage aos dilemas das personagens, misturando a paisagem externa com a guerra interna de Rey. É aqui que a autora faz mágica com uma das ideias mais desperdiçadas de A Ascensão Skywalker: a “Dark Rey” (ou Rey Sombria). Em Legacy, a visão deixa de ser apenas um jumpscare de filme e se torna um pesadelo recorrente que atormenta a protagonista há meses. Finalmente, o conceito ganhou o peso narrativo que merecia!

Lidando Com o Rancor na Sala: Luke Skywalker

Sim, nós precisamos falar sobre o elefante (ou melhor, o rancor) na sala: a atitude controversa de Luke Skywalker na trilogia Sequel.

Para a alegria dos fãs que sentiram que faltou uma catarse, Legacy usa o Fantasma da Força de Luke para trazer a tão necessária reconciliação com Leia. É aquela cena emocionante que, sinceramente, deveria estar nos filmes. A autora entende perfeitamente a voz de cada personagem, fazendo com que velhas feridas sejam curadas. Luke finalmente é responsabilizado pela forma hostil como tratou Rey em Ahch-To — com uma frase em particular que volta para assombrar o antigo Mestre Jedi. Ah, e ele não é o único Fantasma da Força a dar as caras na história, mas os espiões Bothanos me proibiram de dar mais spoilers sobre isso!

Veredito

Existem prateleiras diferentes para livros de Star Wars. Na “Prateleira de Cima” estão obras primas indispensáveis como a romantização de A Vingança dos Sith por Matt Stover. Legacy fica a poucos milímetros dessa prateleira superior. Talvez a prosa em si não seja tão avassaladora, mas o desenvolvimento das personagens e as ideias executadas são absolutamente fenomenais.

Se você curte a trilogia mais recente e quer ver essa narrativa amarrada e fortalecida com muito talento, esta é a história que vai fazer a sua Força despertar de novo.

Star Wars: Legacy tem previsão de lançamento para 28 de julho, e já está disponível em pré-venda nas principais lojas, como a Amazon.

E você, leitor da Sociedade Jedi? Vai garantir o seu exemplar e fazer as malas para Tython? Deixe sua opinião aqui nos comentários! Que a Força esteja com todos vocês.