Fala, clã da Força! Como é que vocês estão? Por aqui, eu já vi de tudo: desde o anúncio de que o Vader era o pai do Luke (sim, eu estava lá, e não, ninguém acreditou de primeira) até o Palpatine voltando “de alguma forma” — que ainda estamos tentando processar. Mas a polêmica da vez não vem de uma galáxia muito, muito distante, e sim dos nossos próprios tribunais terrestres.
Se você acha que as únicas lutas em Star Wars acontecem com sabres de luz, se prepare, porque a batalha agora é judicial. Um dublê e coordenador de lutas está acusando a Disney de ter “dado aquela copiada” básica em um de seus trabalhos para uma das produções de anime da franquia.

https://www.instagram.com/reel/DRPnCMqDMDQ/?utm_source=ig_web_copy_link&igsh=NTc4MTIwNjQ2YQ==
O centro da confusão gira em torno de Caleb Spillyards, um profissional que não está nada feliz com o que viu na tela. Segundo ele, sequências de luta e conceitos coreográficos que ele desenvolveu foram parar em Star Wars: Visions sem que ele recebesse um “obrigado”, um crédito ou, o mais importante, o pagamento por isso. Para quem não sabe, Visions é aquela antologia maravilhosa onde estúdios de anime têm liberdade total para brincar com o universo de George Lucas. Mas parece que alguém levou a liberdade de “inspiração” um pouco longe demais.
Para nós, que acompanhamos a saga há décadas, sabemos que Star Wars sempre foi uma colcha de retalhos de referências: tem Kurosawa, tem faroeste, tem mitologia grega… O próprio George Lucas nunca escondeu que se inspirou em A Fortaleza Escondida. Mas existe uma linha muito clara (tão clara quanto um sabre de luz branco da Ahsoka) entre homenagem e plágio. Se um artista cria uma coreografia específica e ela é replicada frame a frame sem autorização, temos um distúrbio na Força que nem o Mestre Yoda conseguiria ignorar.
A acusação é séria porque mexe com a base da produção cinematográfica: os dublês e coreógrafos. Esses profissionais são os heróis anônimos que garantem que o herói brilhe na tela enquanto eles levam os tombos de verdade. Ver um trabalho técnico sendo apropriado por uma gigante como a Disney, sem o devido reconhecimento, deixa um gosto amargo até no fã mais otimista.
Agora, resta saber como a Casa do Mickey vai se defender. Será que vão alegar “coincidência criativa” ou será que o departamento jurídico vai ter que suar mais que o Anakin em Mustafar para resolver isso?
E vocês, o que acham? Acham que no mundo da arte tudo se transforma ou a Disney realmente cruzou a fronteira para o Lado Sombrio dessa vez? Eu, particularmente, espero que os criadores originais recebam o devido valor. Afinal, sem o suor dos bastidores, Star Wars seria apenas um bando de gente de pijama gesticulando no vazio.
Que a Força (e a justiça) esteja com todos nós!




