Sentem-se, Padawans e Mestres, porque hoje a aula no Templo Jedi vai ser polêmica. Vamos mexer no vespeiro sagrado criado pelo “Criador”, George Lucas.
Recentemente, o ComicBook.com soltou um artigo que verbalizou o que muita gente estava pensando enquanto assistia The Acolyte: a série não apenas nos apresentou um dos melhores vilões da era Disney, mas também desafiou fundamentalmente a visão clássica de Lucas sobre o “Equilíbrio da Força”.
Estamos falando dele, é claro: Qimir (ou “O Estranho”), interpretado brilhantemente por Manny Jacinto.
A Regra de Ouro de George Lucas
Para quem não lembra das entrevistas antigas do tio George: para ele, o “Equilíbrio da Força” não era uma balança com pesos iguais de Luz e Trevas (50% Jedi, 50% Sith). Para Lucas, a Força é como um corpo saudável, e o Lado Sombrio é o câncer. O “Equilíbrio” é a eliminação do câncer. Ou seja: Equilíbrio = Sem Sith. Ponto final.
Os Jedi eram os guardiões dessa saúde. Os Sith eram a doença.
Entra em Cena: Qimir (e Seus Braços)
Aí vem a Disney e The Acolyte e nos entregam Qimir. Além de ter a melhor coreografia de luta que vimos em anos e de transformar o capacete de Cortosis no acessório de moda mais desejado da galáxia, ele trouxe uma filosofia diferente.
Qimir não se vê como um “câncer”. Ele se vê como alguém que apenas quer existir.
O argumento da série (e o que quebra a regra de Lucas) é apresentar a ideia de que o monopólio dos Jedi sobre a Força é o verdadeiro problema. Qimir sugere que o “Equilíbrio” real envolve aceitar todas as emoções, incluindo a raiva e a paixão, e que reprimir isso (como os Jedi fazem) é o que gera a instabilidade.
Por Que Ele é o “Melhor Sith” da Nova Era?
Independente da teologia da Força, temos que admitir: Qimir é fascinante. Ele não é um imperador enrugado rindo em um trono, nem um ciborgue asmático (com todo respeito ao Lorde Vader). Ele é sedutor, físico e assustadoramente calmo.
Ele representa uma ameaça que não quer dominar a galáxia politicamente (ainda), mas quer “liberdade”. E essa motivação, meus amigos, torna o Lado Sombrio muito mais tentador para a audiência do que apenas “quero ser malvado”. Ele humanizou o Sith de uma forma que desafia a visão preto-e-branco original.
Será que The Acolyte “estragou” a regra de Lucas ou apenas a evoluiu? Star Wars sempre foi sobre pontos de vista. Talvez, para uma nova geração, o equilíbrio seja realmente sobre o Yin e Yang, e não sobre a erradicação de um lado. Ou talvez Qimir seja apenas um mentiroso muito charmoso (o que é bem provável).
O fato é: fazia tempo que um vilão não causava tanto burburinho e teorias. Se quebrou as regras ou não, ele com certeza consertou nossa vontade de ver duelos de sabre de luz viscerais.
E vocês? Preferem a visão clássica do Lucas (Sith = Doença) ou essa visão mais moderna (Sith = O outro lado da moeda)? Discutam nos comentários, mas sem arrancar o braço de ninguém!




