Fala, galera da Sociedade Jedi! Quando a gente pensa no impacto de Star Wars no cinema, é fácil lembrar dos avanços em efeitos especiais, das trilhas sonoras épicas ou do design de som inconfundível. Mas, às vezes, a maior influência de George Lucas está nos detalhes mais sutis — aqueles que preparam a nossa mente para embarcar em uma jornada inesquecível. E quem diria que o aclamado diretor Christopher Nolan usaria exatamente um desses truques mentais Jedi em seu mais novo épico de 250 milhões de dólares, A Odisseia?
Se você foi ao cinema recentemente, sabe que A Odisseia é um sucesso absoluto, quebrando recordes de bilheteria e recebendo uma enxurrada de elogios tanto da crítica quanto do público. O filme reuniu um dos elencos mais estrelados de Hollywood para dar vida a um mundo colossal de política, magia, guerra e triunfo humano.
Apresentar Penélope, seus pretendentes gananciosos, as dúvidas de Telêmaco e a jornada de Odisseu já seria o suficiente para encher a tela. Adicione a isso gigantes, bruxas, canibais e monstros mitológicos no encalço do herói, e o risco de a história desmoronar sob o próprio peso, alienando o espectador, era enorme.
Para não sobrecarregar o público, Nolan buscou inspiração no filme que o fez querer trabalhar com cinema: o nosso bom e velho Star Wars.
Logo de cara, o épico de Nolan começa com a seguinte frase na tela: “Numa época de magia aparente…”. Essa é a única vez em toda a sua filmografia que o diretor britânico usa um texto de abertura. Em uma entrevista com o diretor sul-coreano Park Chan-Wook (Parasita), Nolan explicou o porquê dessa escolha inusitada:
“Uma das minhas primeiras e mais profundas experiências no cinema foi ver o primeiro Star Wars de George Lucas. Ele começava aquele filme com um letreiro que dizia: ‘Há muito tempo, numa galáxia muito, muito distante…’. Aquilo imediatamente me disse como eu deveria assistir ao filme. Me colocou no estado de espírito certo para receber aquelas imagens.”
Nolan percebeu que precisava fazer exatamente a mesma coisa. O uso da palavra “aparente”, segundo ele, serviu para avisar ao público que a história seria contada de forma realista, mas que precisava estabelecer, logo de início, que a magia era uma regra daquele universo.
Assim como aquele clássico letreiro amarelo subindo no espaço nos prepara para aceitar sabres de luz, Wookiees e saltos no hiperespaço sem que o roteiro precise parar para explicar as regras da física galáctica, a introdução de A Odisseia dá aos espectadores a tranquilidade e a energia para apenas absorver o visual e a jornada.
O resultado é que o mundo de A Odisseia parece incrivelmente palpável, como se existisse muito antes de as luzes da sala de cinema se apagarem e continuasse vivo muito depois de os créditos rolarem. É sensacional ver como a genialidade de George Lucas lá em 1977 continua ecoando nas mentes dos maiores cineastas da atualidade e moldando a forma como consumimos cultura pop hoje.
E vocês, foram aos cinemas conferir A Odisseia? Conseguiram pegar essa “vibração da Força” logo na primeira cena do filme? Deixem a opinião de vocês aqui nos comentários e vamos debater!




