O Lado Confuso da Força: 5 Coisas Sobre os Jedi Que Simplesmente Não Fazem Sentido

O Lado Confuso da Força: 5 Coisas Sobre os Jedi Que Simplesmente Não Fazem Sentido

Saudações, mestres veteranos e jovens padawans! Desde o comecinho da nossa jornada pela galáxia muito, muito distante, os Jedi sempre foram o coração de Star Wars. Em Uma Nova Esperança, conhecemos os sabres de luz e a mística da Força. Em O Império Contra-Ataca, Mestre Yoda nos levou ainda mais fundo. Mas foi com A Ameaça Fantasma e as prequels (e depois com séries espetaculares como The Clone Wars e Rebels) que a Ordem Jedi foi realmente dissecada e expandida na tela.

No entanto, vamos ser honestos e colocar os sabres na mesa: com todo esse excesso de informação e desenvolvimento, algumas atitudes dos nossos heróis de manto começaram a parecer, no mínimo, questionáveis. Por mais que a gente ame a Ordem Jedi, algumas coisas simplesmente não fazem o menor sentido lógico. Vamos conferir as maiores “escorregadas” do Conselho?

1. Mudar de ideia sobre Anakin só porque Qui-Gon morreu

Quando A Ameaça Fantasma nos apresentou a burocracia da Ordem, aprendemos uma regra que parecia imutável: crianças mais velhas não são aceitas porque já criaram laços familiares, e o apego leva ao Lado Sombrio. Faz sentido, certo? O que não faz sentido é o Conselho bater o pé dizendo que Anakin era “velho demais” e, de repente, voltar atrás única e exclusivamente porque Qui-Gon Jinn morreu.

A decisão que literalmente selou o destino e a queda da Ordem foi tomada em resposta à morte de um mestre estimado. O Conselho mudou as regras baseando-se na emoção e na perda — o que, ironicamente, soa bastante como uma decisão guiada pelo próprio… apego.

2. Proibir o apego em vez de ensinar a lidar com ele

Como vimos no trágico arco do Anakin, os Jedi proibiam laços românticos e familiares para evitar o medo da perda. Mas convenhamos, banir o afeto por completo é a forma mais preguiçosa de lidar com emoções complexas. Em vez de arrancar crianças de suas famílias e fingir que as tentações do coração não existem, a Ordem deveria estar ensinando seus membros a vivenciar relacionamentos saudáveis sem deixar que o medo tomasse o controle.

Se você tem alguma dúvida de que isso é perfeitamente possível, basta olhar para o incrível Kanan Jarrus em Rebels. Ele provou que um Jedi pode amar profundamente e, ainda assim, ter a maturidade e a força para deixar ir e agir pelo bem maior.

3. A definição altamente “conveniente” de Equilíbrio

A profecia do Escolhido é o grande motor da trilogia prequela: alguém traria “equilíbrio” à Força. O problema? O Conselho Jedi automaticamente assumiu que “equilíbrio” significava destruir os Sith e o Lado Sombrio de uma vez por todas.

Curiosamente, o livro canônico Master & Apprentice, da autora Claudia Gray, confirma o texto exato da profecia: “Um Escolhido virá, nascido sem pai, e através dele o equilíbrio final da Força será restaurado.” Nenhuma menção a dizimar os Sith. Os Jedi pegaram a profecia, interpretaram com um viés gigantesco a favor deles, trataram isso como um fato científico e seguiram a vida. Um belo desvio da sabedoria imparcial que eles pregavam.

4. Zero desconfiança sobre o Exército de Clones

Muitos costumam zoar os Jedi por não perceberem que o Chanceler Palpatine era o Lorde Sith que eles tanto procuravam. Mas sejamos justos: Palpatine usava técnicas avançadíssimas para ocultar sua presença na Força. O que realmente não dá para perdoar é a aceitação cega dos clones.

A Ordem caiu por causa do maior Cavalo de Troia da galáxia. Eles tropeçam em um exército gigantesco de clones — criado em segredo, sob circunstâncias extremamente nebulosas e programado sem livre arbítrio — e a reação do Conselho é basicamente: “Que sorte a nossa! Vamos liderar esses caras na guerra amanhã mesmo”. Faltou um pouquinho de investigação básica ali.

5. Cegos pela própria arrogância

Pode doer ouvir isso, mas a polêmica fala de Luke Skywalker em Os Últimos Jedi não estava totalmente errada. Durante muito tempo, a Ordem Jedi foi cegada pela sua própria arrogância. É exatamente esse ego que os fez aceitar os clones de braços abertos e que a série The Acolyte também tentou explorar.

O sintoma mais claro dessa arrogância foi a ausência de planos de contingência. Eles foram pegos de surpresa pelo retorno dos Sith e completamente atropelados pela Ordem 66. A falta de preparo para o pior cenário ajudou a varrê-los do mapa.


Apesar de todas as burocracias e tropeços lógicos, os Jedi continuam sendo os heróis definitivos de Star Wars. E, convenhamos, as falhas e os dilemas morais do Conselho renderam algumas das melhores histórias de toda a saga!

E para você? Qual dessas regras ou atitudes da Ordem é a mais absurda de todas? Deixe sua opinião e vamos debater. Que a Força esteja com vocês!