Saudações, viajantes da galáxia! Seja você um Padawan que acabou de descobrir os caminhos da Força ou um Mestre Jedi da velha guarda que sobreviveu à trilogia prequel no cinema, puxe uma cadeira na cantina. Hoje, aqui na Sociedade Jedi, vamos falar sobre o elefante — ou melhor, o Mythosaur — na sala: The Mandalorian and Grogu.
O mais novo filme da franquia quebrou tradições de tantas formas que quase podemos ouvir os puristas tendo um ataque de pelanca em Tatooine. Mas acredite ou não, algumas dessas quebras de regra foram exatamente o que salvou o filme de cair nas mesmas armadilhas do passado.
Um Desvio na Rota do Hiperespaço
Para começar, este é um dos poucos filmes de Star Wars que não está diretamente amarrado à Saga Skywalker. Sim, nós tivemos Rogue One e Solo antes, mas convenhamos: o primeiro termina exatos cinco minutos antes de Uma Nova Esperança, e o segundo foca em ninguém menos que Han Solo, um dos pilares da trilogia original.
The Mandalorian and Grogu, por outro lado, chutou o balde. Nada de Jedi (aliás, nosso pequeno devorador de sapos rejeitou esse caminho ativamente), nada de Sith e nada de Império clássico. O foco é cem por cento em Din Djarin e seu filho adotivo. A coragem de se afastar de décadas de tradição foi notável, mas houve um detalhe específico que realmente brilhou… pela sua ausência.
A Ausência Brilhante do Sabre de Luz
Pense rápido: qual filme de Star Wars não tem um sabre de luz? Se você respondeu The Mandalorian and Grogu, parabéns, você ganhou uns créditos imperiais.
Até este lançamento, absolutamente todos os filmes da franquia contavam com a arma icônica. A trilogia prequel, original e sequel deram um destaque absurdo ao sabre de Anakin Skywalker (que passou para Luke, depois para Rey). Mesmo nos derivados, tivemos a inesquecível e aterrorizante cena do corredor com Darth Vader em Rogue One e a participação surpresa de Darth Maul em Solo, ambos ostentando suas lâminas vermelhas.
The Mandalorian and Grogu é o primeiríssimo longa-metragem de Star Wars a não mostrar nem um vislumbre sequer de um sabre de luz. E antes que alguém reclame, essa foi uma das decisões mais inteligentes da Lucasfilm.
O Darksaber Descansa em Paz (Ainda Bem!)
Se quisessem forçar a barra, havia uma brecha clara para incluir um sabre de luz: o lendário Darksaber. No final da terceira temporada da série, a primeira arma do tipo criada por um Mandaloriano foi destruída durante o embate com Moff Gideon. Foi um choque, considerando o peso histórico desse artefato na mitologia de Star Wars.
Ao levar a história para a tela grande, a tentação de dar um jeito de “consertar” o Darksaber magicamente deve ter sido grande. Se fizessem isso, estariam repetindo exatamente o mesmo erro de A Ascensão Skywalker. Lembra quando o sabre do Anakin foi partido ao meio em Os Últimos Jedi, apenas para reaparecer coladinho e pronto para o combate no filme seguinte, desfazendo todo o peso dramático da cena anterior? Pois é.
Se o Darksaber ressurgisse do nada, consertado nas mãos de Din Djarin ou de qualquer outro, o roteiro teria regredido. A arma não tinha lugar nessa nova aventura, e reviver o péssimo hábito de anular as decisões mais chocantes da franquia teria sido frustrante demais. Deixar o Darksaber destruído provou que as consequências ainda existem nesta galáxia.
A Lucasfilm Aprendeu a Lição?
O fato de The Mandalorian and Grogu não ter ressuscitado o Darksaber é um excelente sinal. O filme também evitou outra muleta clássica da franquia: o excesso de participações especiais chocantes, tornando-se uma anomalia narrativa.
Ainda assim, não dá para negar que o filme dividiu opiniões. Muitos fãs não ficaram totalmente satisfeitos, em grande parte pela natureza contida da história. Mas, polêmicas à parte, é reconfortante ver que a produção desviou daquela que foi, possivelmente, a maior falha da trilogia sequel: a mania de desfazer as próprias escolhas. Talvez, apenas talvez, Star Wars esteja começando a aprender com os erros do passado. E nós estaremos aqui para acompanhar cada parsec dessa evolução!





