Se você me perguntar qual é o melhor filme da era Disney, minha resposta vem mais rápido que o Millennium Falcon na Corrida de Kessel: Rogue One. Mas, nove anos após o lançamento (sim, o tempo voa mais que um X-Wing!), um dos pilares do filme resolveu abrir o jogo sobre o que acontecia nos bastidores. E, olha, parece que a missão de roubar os planos da Estrela da Morte foi mais organizada do que a própria escrita do filme!
Mads Mikkelsen, o nosso eterno Galen Erso, revelou recentemente em uma entrevista que, para um filme desse tamanho, o roteiro estava “surpreendentemente inacabado”. Segundo ele, a sensação era de que a produção nunca chegou a fechar uma versão final do texto.
“De Alguma Forma… O Roteiro Não Estava Pronto”
Mikkelsen contou que o roteiro mudava constantemente enquanto as câmeras rodavam. “Eu não acho que eles chegaram a travar um rascunho”, disse o ator. Para um fã das antigas como eu, isso soa como um pesadelo logístico, mas para Mads, foi “suportável” porque o personagem dele tinha uma missão bem clara.
O problema mesmo sobrou para os “jovens heróis” — Jyn Erso e Cassian Andor. Imagine tentar interpretar personagens que estão carregando um peso emocional enorme sem saber exatamente para onde a história está indo na cena seguinte? É como tentar pilotar um caça TIE com o painel de navegação desligado!
Chuva Congelante e Mudanças de Rota
Um dos momentos mais brutais relatados por Mads foi a gravação da cena da morte de Galen (aquela do “Ela deve ser destruída”). Ele revelou que passou dias sob chuva artificial gelada porque a história continuava mudando e eles precisavam regravar a cena diversas vezes sob novas perspectivas. “Eu estava lá, morrendo de frio, tentando manter os olhos abertos”, brincou o ator.
Para nós, que acompanhamos os rumores na época, isso só confirma o que já sabíamos sobre a entrada de Tony Gilroy (o gênio por trás de Andor) para “consertar” o terceiro ato do filme. O que é bizarro — e fascinante — é que, mesmo com esse caos criativo, o resultado final é uma obra-prima que deu um novo significado ao Episódio IV.
A verdade é que Star Wars sempre teve um pouco desse DNA de “caos controlado”. Desde George Lucas mudando diálogos no set em 1977 até os reshoots massivos de Rogue One, parece que a Força gosta de testar o coração dos envolvidos (e o nosso também).
Saber que um dos filmes mais coesos e emocionantes da franquia não tinha um roteiro “fechado” só prova que o talento do elenco e a visão dos diretores conseguiram transformar incerteza em épico. Se o preço para termos um filme tão bom foi o Mads Mikkelsen passar um frio danado na chuva, bem… como diria o K-2SO: “Eu estarei lá por você. O capitão disse que eu preciso”.
E você? Acha que esse improviso todo ajudou a dar o tom realista de guerra do filme ou prefere uma produção mais “certinha” e planejada? Conta pra mim se Rogue One ainda é o seu favorito da nova era!
Que a Força esteja com vocês (e com os roteiristas)!





