Se você é da época em que a gente jogava Battlefront no PlayStation 2 e se contentava com o “Diário da 501ª” (aquele narrado pelo Temuera Morrison que arrepia até hoje), você sabe que a vontade de viver uma campanha épica no universo de Star Wars é um desejo antigo da nossa base de fãs. Recentemente, surgiu uma discussão sensacional no portal ComicBook sobre o modo história do Battlefront II da DICE, e ela tocou em uma ferida que ainda não cicatrizou totalmente para muitos de nós.
Vamos encarar os fatos: a promessa de jogar “do lado dos vilões” foi um dos maiores hypes da última década, mas a execução… bem, vamos conversar sobre isso.
A Promessa do Lado Sombrio
Quando o primeiro Battlefront da EA saiu em 2015, o maior “tiro no pé” foi a ausência total de uma campanha. Era um jogo lindo, com som de cinema, mas sem alma para quem joga sozinho. Por isso, quando Battlefront II foi anunciado com a história de Iden Versio e o Esquadrão Inferno, o fandom foi à loucura.
A ideia era brilhante: ver o Império desmoronando após a destruição da segunda Estrela da Morte, mas pelos olhos de quem acreditava naquela ordem. Iden não era apenas uma soldada; ela era a elite, criada sob a disciplina rígida de Vardos.
O Problema do “Tutorial Estendido”
A grande crítica do artigo (e que eu assino embaixo como fã das antigas) é que a campanha acabou se tornando um tutorial glorificado para o modo multiplayer. Em vez de focarem em uma narrativa densa e linear da Iden, o jogo ficava pulando para missões com o Luke, o Han e a Leia.
Claro, é bacana controlar os heróis clássicos, mas isso quebrava o ritmo da história que realmente queríamos ver. A transição da Iden para a Rebelião aconteceu de forma tão rápida — logo após a Operação: Cinder — que perdemos a chance de ver o que realmente tornava o Império atraente para aqueles que o serviam. O “What If” de uma Iden Versio que permanecesse leal até o fim, ou que tivesse uma queda mais lenta e dolorosa, é um dos maiores potenciais desperdiçados do lore moderno.
O Legado da 501ª vs. Inferno Squad
Para quem é novo na franquia, pode parecer apenas reclamação, mas quem viveu a era clássica lembra que o Battlefront II de 2005 conseguia passar uma sensação de peso dramático muito maior com apenas narrações e textos entre as fases. A queda dos Jedi vista pelos olhos dos clones foi impactante porque o jogo não tentou nos “salvar” da vilania; ele nos deixou viver a tragédia.
A tecnologia atual da DICE permitiu visuais que são, honestamente, indistinguíveis dos filmes, mas faltou a coragem de manter o jogador nas sombras por mais de três ou quatro missões.
No fim das contas, o modo história de Battlefront II é uma experiência visualmente impecável, mas narrativamente previsível. Iden Versio é uma personagem fantástica (interpretada com maestria pela Janina Gavankar), mas ela merecia uma jornada que não tivesse medo de explorar o cinza da galáxia. Ficamos com um gosto de “quero mais” que, oito anos depois, ainda nos faz pensar: e se o Império tivesse tido a chance de contar sua história até o fim?
E você, faz parte do time que adorou a redenção da Iden ou queria ter espalhado o medo pela galáxia até os créditos subirem? Conta aí nos comentários!



