“Hello There!”, heróis e vilões de todos os sistemas! Preparem o coração (e o estoque de bacta), porque hoje o assunto é polêmico. Já se passaram 10 anos desde que as luzes se apagaram e ouvimos aquele primeiro “vrummmm” do sabre de luz da Rey. Na época, a sensação era de que tínhamos saído do deserto de Tatooine e encontrado um oásis. Mas, olhando pelo retrovisor do Millennium Falcon hoje, fica a pergunta: O Despertar da Força foi o salvador da franquia ou um sacrifício necessário que custou caro lá na frente?
O Salvador: O Retorno triunfal à Galáxia
Vamos ser honestos: antes de 2015, Star Wars estava em um hiato cinematográfico que parecia eterno. A Disney tinha acabado de comprar a Lucasfilm e precisava provar que a Força ainda era poderosa. E o Episódio VII fez exatamente isso.
Ele trouxe de volta o clima da Trilogia Original, os efeitos práticos, o humor orgânico e, claro, o trio clássico que tanto amamos. Foi o filme que “curou” a ressaca de quem não curtia as prequelas e apresentou a galáxia para uma geração inteira de novos Padawans. Foi um sucesso estrondoso que colocou Star Wars de volta no topo da cultura pop. Se não fosse pelo impacto de O Despertar da Força, talvez não tivéssemos hoje o orçamento para séries como Andor ou The Mandalorian.
O Sacrifício: O Preço da Nostalgia
Por outro lado, o artigo da Gizmodo levanta um ponto que muitos de nós, fãs das antigas, discutimos no churrasco em Endor: o filme jogou seguro demais. Ao optar por ser quase um “remake” de Uma Nova Esperança, com uma nova Estrela da Morte (a Starkiller Base), um órfão em um planeta deserto e um vilão mascarado com problemas familiares, ele sacrificou a originalidade em nome da aceitação imediata.
Esse “sacrifício” criou um problema para os filmes seguintes. Como o Episódio VII focou muito no mistério e pouco na construção do novo cenário político (o que diabos a Nova Republica estava fazendo?), os episódios VIII e IX tiveram que correr para explicar as coisas ou acabaram tomando direções que dividiram o fandom. A segurança do Episódio VII pode ter sido a corrente que limitou a criatividade da trilogia como um todo.
O Veredito: Um Mal Necessário?
Olhando para esses 10 anos, a conclusão é que O Despertar da Força foi o combustível que o motor da franquia precisava para voltar a funcionar, mesmo que o motor tenha dado uns soluços depois. Ele foi o “sacrifício” da inovação em prol da sobrevivência da marca.
Pode não ser o filme mais original da saga, mas foi o filme que nos lembrou por que amamos Star Wars: a esperança, a aventura e a ideia de que qualquer um, em qualquer canto da galáxia, pode ser o herói da história. Se ele nos prendeu um pouco na nostalgia? Talvez. Mas, convenhamos, foi uma viagem deliciosa de volta para casa.
E você, o que acha?
Dez anos depois, você ainda sente aquele arrepio com o encontro da Rey e do Luke ou acha que deveríamos ter tido algo totalmente novo desde o início? Acha que o “fan service” ajudou ou atrapalhou a longo prazo? Deixe sua opinião nos comentários, só não vale usar o truque mental Jedi para me convencer!
Que a Força esteja com vocês, sempre!





