Saudações, padawans e mestres Sith! Quando pensamos em jogos de Star Wars, a expectativa quase sempre é a mesma: empunhar um sabre de luz verde ou azul, seguir o código Jedi, pilotar naves icônicas e salvar a galáxia. Ao longo da história da nossa amada franquia, tivemos experiências dos mais variados escopos e qualidades — com Star Wars Jedi: Fallen Order e sua sequência sendo os grandes destaques recentes. Mas, há exatos 16 anos, um jogo chegou marcando época e alcançou um sucesso estrondoso, ganhando até continuação. No entanto, ele vira e mexe acaba deixado em segundo plano quando os fãs discutem o legado dos games.
Hoje, vamos olhar para as sombras e relembrar o estrago maravilhoso causado por Star Wars: The Force Unleashed. Lançado em 16 de setembro de 2008, o título fez algo radical: nos permitiu abraçar o Lado Sombrio na pele de Starkiller, o aprendiz secreto de Darth Vader. Apesar de ter recebido uma sequência em 2010, o terceiro jogo foi sumariamente cancelado, deixando os fãs sem a conclusão de uma trilogia ambiciosa que expandia de forma espetacular os poderes da Força. Dificilmente veremos esse terceiro capítulo ganhar vida, mas o legado do jogo original merece ser celebrado.
Starkiller: O Protagonista Implacável

O primeiro The Force Unleashed nos apresentou a Galen Marek, mais conhecido pelo seu codinome nada sutil, Starkiller. Situado naquele período tenso entre A Vingança dos Sith e Uma Nova Esperança, o jogo explorou uma era em que o Império estava apertando seu cerco na galáxia. Começamos a jornada não como um herói relutante, mas como uma arma imperial brutal, caçando os Jedi sobreviventes sob o comando direto de Vader.
O que mais atrai em Starkiller é sua natureza e evolução. Criado para servir às trevas, sua história gradualmente se transforma em uma jornada de questionamento ao mestre e de busca pelo próprio caminho. E não podemos falar de Starkiller sem exaltar Sam Witwer, que deu vida ao personagem. Witwer, um dos maiores e mais vocais fãs de Star Wars em Hollywood, frequentemente descrevia o protagonista como um reflexo sombrio de Luke Skywalker. Havia bondade e maldade nele, mas, diferente de Luke, ele foi capturado e moldado pelo Lado Sombrio desde o início.
Além de ser uma aventura alucinante, o jogo colocou o aprendiz em contato com figuras fundamentais como o General Rahm Kota e Bail Organa, e os eventos de sua jornada ajudaram a estabelecer as origens da Aliança Rebelde. Embora a história hoje faça parte da continuidade não-canônica do selo Legends, ela continua sendo uma tentativa ambiciosa e épica de conectar as duas trilogias de filmes.
A Verdadeira Fantasia de Poder

Além do protagonista, o maior atrativo para revisitar The Force Unleashed é, sem dúvida, a jogabilidade. O jogo não queria que você se sentisse como um soldado comum do universo de Star Wars. Ele foi construído em torno da ideia de que o jogador deveria se sentir como um usuário da Força excepcionalmente destrutivo. Starkiller podia arremessar stormtroopers de um lado para o outro da sala, disparar Relâmpagos da Força devastadores, usar o Repulso da Força para limpar a área e fatiar tropas imperiais com facilidade. Ele entregou exatamente a fantasia de poder que os fãs queriam.
A LucasArts apoiou essa premissa com uma tecnologia de física desenhada para fazer com que os cenários e os inimigos reagissem à Força de forma realista. Utilizando a combinação das tecnologias Digital Molecular Matter, Euphoria e Havok, o jogo criava interações muito mais dinâmicas. O resultado foi um sistema de combate que primava pelo espetáculo, diferenciando-se de títulos de ação anteriores e fazendo com que ele se destaque até hoje. É extremamente satisfatório voltar ao jogo e sentir o peso dos ataques e das habilidades. Mesmo que a linearidade tenha sido alvo de críticas na época, a diversão pura e caótica de usar a Força fez dele um dos jogos de Star Wars mais rapidamente vendidos de todos os tempos.
O Fim Abrupto de uma Trilogia
A sequência, Star Wars: The Force Unleashed II, foi lançada em 26 de outubro de 2010. Desta vez, os jogadores controlavam um clone do Starkiller original, em uma busca para compreender sua identidade e escapar de vez da influência de Darth Vader. O jogo introduziu novas dinâmicas, incluindo o uso simultâneo de dois sabres de luz, e expandiu a ação por novas localidades. Porém, no fim das contas, não conseguiu alcançar a mesma glória do original.
O título foi prejudicado por uma campanha muito curta, jogabilidade repetitiva e uma história sem brilho. Ainda assim, ele deixava o terreno preparado para que um terceiro jogo colocasse a série nos trilhos e fechasse a trilogia. Star Wars: The Force Unleashed III chegou a ser planejado, mas o fechamento da LucasArts em 2013 colocou um ponto final definitivo na produção. O projeto esteve entre os vários jogos cancelados logo após a aquisição da Lucasfilm pela Disney, e desde então não houve nenhuma tentativa de revivê-lo.
É uma lástima pensar no que poderia ter sido. A tecnologia moderna faria maravilhas para trazer a trilogia de volta para casa e provar por que o original era tão amado. Uma terceira parcela ofereceria a chance de dar uma conclusão apropriada à história, já que Starkiller possui uma identidade muito distinta e o combate entrega um nível de poder bruto que poucos outros títulos da franquia conseguem igualar. Uma trilogia completa seria muito bem-vinda, mas os jogos existentes ainda merecem ser lembrados como algumas das experiências interativas mais divertidas de sua era. Dezesseis anos após o lançamento original, The Force Unleashed permanece sendo um jogo que vale a pena, seja para revisitar a jornada de Starkiller ou para descobri-la pela primeira vez.





