A Culpa é do Chapéu? Dave Filoni, as Participações Especiais e o Tropeço de The Mandalorian and Grogu

A Culpa é do Chapéu? Dave Filoni, as Participações Especiais e o Tropeço de The Mandalorian and Grogu

Quando The Mandalorian and Grogu foi anunciado, parecia que a Lucasfilm tinha finalmente encontrado a fórmula infalível para as telonas. Afinal, a jornada nos cinemas nunca foi um passeio tranquilo no hiperespaço para a nossa amada galáxia, passando pelos percalços da Trilogia Sequela, o susto nas bilheterias com Solo e as eternas e acaloradas discussões da época das Prequels. A expectativa inicial era que a aventura de Din Djarin e nosso querido bebê verde trilhasse o mesmo caminho de consagração de Rogue One, focando no submundo e fugindo da tradicional ópera familiar dos Skywalker, Jedi e Sith. Com uma base de fãs gigantesca e apaixonada construída ao longo de várias temporadas na TV, o que poderia dar errado? Bom… a Força é cheia de surpresas.

Infelizmente, o salto para a tela grande provou ser um tropeço nas bilheterias. Embora o filme não tenha sofrido o mesmo nível de escrutínio implacável e polarização de A Ascensão Skywalker, ele passou longe do sucesso estrondoso que a comunidade e, sem dúvida, os executivos da Disney aguardavam ansiosamente. A recepção foi mista, e os motivos são vários. Parte das críticas se concentrou na própria narrativa: o impacto galáctico épico que os trailers prometeram acabou se revelando uma trama com uma escala bem menor, adotando um tom voltado para um público notavelmente mais infantil do que o padrão da franquia. E, no meio de tudo isso, a internet não perdoou um detalhe peculiar: as múltiplas aparições do nosso mestre criativo, Dave Filoni.

Aparições surpresas e cameos são basicamente uma tradição sagrada em Star Wars, mas muitos acharam que a dose foi um tanto exagerada. Filoni, o atual co-presidente da Lucasfilm, deu as caras não uma, mas duas vezes durante o filme. Primeiro, ele surge em uma base da Nova República enquanto Din tenta falar com a Coronel Ward (ostentando, logicamente, seu inconfundível chapéu de cowboy) e, mais tarde, pilotando sua X-Wing no calor da batalha espacial, reprisando seu papel como Trapper Wolf com direito a vários takes focados nele. Para uma parcela considerável do público, essa insistência quebrou um pouco a imersão.

Mas antes de ligarmos nossos sabres de luz e marcharmos contra Filoni, é bom saber que ele concorda plenamente com as críticas! No primeiro episódio do podcast oficial do filme, durante um bate-papo descontraído com o diretor Jon Favreau, Filoni mandou a real e revelou que implorou para ser cortado da edição final.

“Que fique registrado que eu pedi para você me cortar muito mais do filme. Eu estava lá mais vezes, e eu disse: por favor, eu quero que o filme seja bom. Não vamos colocar tanto de mim lá”, confessou aos risos.

Ou seja, se dependesse da primeira versão do corte de Favreau, teríamos quase um documentário de ação focado no Trapper Wolf.

No fim das contas, se você ficou incomodado com o tempo de tela do chefe, talvez as reclamações devam ser enviadas ao correio de Jon Favreau, que aparentemente achou que nunca é Filoni demais em uma galáxia muito, muito distante. Brincadeiras à parte, o problema das bilheterias e da trama contida de The Mandalorian and Grogu vai muito além de um piloto de X-Wing de chapéu. É mais um capítulo nas eternas lições que a franquia continua aprendendo no cinema. Nós aqui da Sociedade Jedi sabemos que a franquia sempre encontra seu caminho, mesmo passando por alguns campos de asteroides. E vocês, o que acharam da estreia do Grogu nos cinemas? O tom mais leve atrapalhou ou as expectativas é que estavam muito altas?