A Roda da Disney: O Que a Bilheteria de The Mandalorian & Grogu Realmente Significa Para Star Wars

A Roda da Disney: O Que a Bilheteria de The Mandalorian & Grogu Realmente Significa Para Star Wars

Saudações, membros da Sociedade Jedi!

Contexto é tudo nessa galáxia. Se um filme lança e arrecada, digamos, 345 milhões ou 262 milhões de dólares mundialmente, a reação inicial costuma ser de comemoração. Afinal, é uma montanha considerável de créditos republicanos. Mas quando estamos falando de franquias cujos capítulos anteriores ultrapassaram a marca do bilhão com facilidade, a faixa dos 300 milhões começa a parecer um número bem menos impressionante.

Esses são, a propósito, os totais globais atuais de bilheteria de Star Wars: The Mandalorian and Grogu (US$ 345 milhões) e do remake em live-action de Moana (US$ 262 milhões), ambos grandes apostas da Disney para esta temporada. Não é segredo que nenhum dos dois atendeu às expectativas estratosféricas nas telonas. E, em uma recente reunião de resultados da empresa, o CEO da Disney, Josh D’Amaro, admitiu exatamente isso. No entanto, ele fez questão de explicar que os filmes da casa do Mickey não podem ser julgados única e exclusivamente pela venda direta de ingressos.

O Jogo de Portfólio e a Engrenagem da Disney

Segundo D’Amaro, mesmo quando os longas da franquia não atingem a meta desejada nas bilheterias, os investimentos nessas propriedades intelectuais alimentam outras partes vitais da empresa. Ele explicou que The Mandalorian and Grogu impulsionou um crescimento imenso nas vendas de produtos oficiais de Star Wars no varejo, atraiu hordas de visitantes para a atração atualizada da Millennium Falcon nos parques e gerou um engajamento altíssimo nos videogames. Para completar, eles esperam que o live-action de Moana se torne um colosso de audiência no Disney+, seguindo a base de sucesso do original.

O CFO da Disney, Hugh Johnston, entrou na conversa e definiu a situação com muita franqueza: a indústria cinematográfica atual é um “jogo de portfólio”. O desempenho nos cinemas é importante, claro, mas a diversificação dos negócios ajuda a cobrir a volatilidade das bilheterias. Para a Disney, a janela dos cinemas é apenas um “ponto de dados”, e o verdadeiro valor da marca está na capacidade de pegar essas histórias que duram décadas e inseri-las no que eles chamam de Disney flywheel — a grande engrenagem corporativa da empresa.

A Força Muito Além dos Ingressos

Em tradução livre: eles estão perfeitamente dispostos a gastar centenas de milhões de dólares em um filme para garantir que o público queira andar em um simulador de parque temático e assinar um serviço de streaming meses depois.

Brincadeiras à parte, há muita verdade e lógica nessa estratégia. A Disney, mais do que qualquer outro estúdio, prospera com muito mais do que apenas ingressos de cinema. Você não pagou para ver o Din Djarin e o Grogu na tela grande? Sem problemas! Desde que você desembolse uma quantia considerável para entrar na Disneyland, pague caro por um balde de pipoca temático exclusivo e compre bonecos do Baby Yoda, a máquina continua rodando a favor deles.

É por isso que um desempenho abaixo do esperado não vai afundar o estúdio. Diferente de produtoras independentes que dependem exclusivamente do sucesso nas telonas (embora um parque temático com montanhas-russas da A24 fosse uma ideia, no mínimo, fascinante), a Disney tem uma rede de segurança gigantesca. Eles só estariam em perigo se todos os seus filmes fracassassem, o que, com gigantes como Toy Story 5 na manga, definitivamente não é o caso.

Entretanto, é inegável que The Mandalorian and Grogu e Moana vão ajudar enormemente os outros braços de negócios da companhia. Mas a realidade inquestionável que os executivos evitam destacar é que esses mesmos braços seriam infinitamente mais fortes e lucrativos se os filmes tivessem alcançado o patamar de excelência (e de arrecadação) que os fãs estavam acostumados a esperar. A engrenagem da Disney funciona com perfeição, mas ela com certeza gira muito mais rápido quando o combustível do cinema é de primeira linha.

Que a Força esteja com todos — e também com os seus créditos na próxima ida às lojas de lembrancinhas!