Saudações, viajantes da galáxia!
Se você acompanha as discussões aqui na Sociedade Jedi, sabe muito bem que Star Wars sempre foi muito, mas muito mais do que apenas uma franquia de cinema. Para a galera das antigas, os jogos clássicos da série Knights of the Old Republic (KotOR) moldaram de forma colossal o que entendemos sobre a mitologia da Força. Não é surpresa para ninguém que um remake de KotOR esteja em desenvolvimento (e que a Força nos abençoe com um trailer logo!).
Mas a surpresa real e fresquinha vem da literatura: a quinta expansão do amado MMO Star Wars: The Old Republic (lançada lá em 2015) acaba de inspirar oficialmente a criação de uma nova e empolgante Lorde Sith no cânone oficial!
Não é o Darth Maul, é a Vaylin!
O novo romance Star Wars: Legacy, escrito pela fantástica Madeleine Roux e situado na era da trilogia Sequel, traz uma subtrama imperdível. No livro, Rey descobre um antigo Holocron Jedi que revela a história de Kalrian Diir, uma aprendiz Sith de cinco mil anos atrás que tentou, pasmem, derrotar sua própria escuridão interior.
Logo de cara, as tatuagens Sith de Kalrian fizeram muita gente lembrar do nosso querido Darth Maul. No entanto, a autora revelou que a verdadeira inspiração vem direto dos videogames:
“Ela é uma referência a uma usuária da Força chamada Vaylin, que aparece em Star Wars: The Old Republic. Ela é uma personagem incrivelmente fascinante que nunca teve sua chance de redenção […], então eu quis fazer um aceno à sua história, mas, no fim, levando Kalrian em uma direção diferente. Mas o Maul é muito legal, claro.”
Para quem não lembra (ou para quem está chegando agora nesse universo expandido), Vaylin é uma das antagonistas mais trágicas e complexas da expansão Knights of the Fallen Empire. Trazer essa energia para uma Sith do cânone atual é um presente absoluto para os fãs dos games!
O Reflexo Distorcido de Rey
O que torna Kalrian Diir absolutamente fantástica é o seu papel na narrativa. Nós estamos carecas de ver Jedi caindo para o Lado Sombrio (alô, Anakin e Ben Solo), mas é raríssimo vermos o inverso.
Sequestrada ainda criança pelo Lorde Sith Darth Maritosh, Kalrian foi levada para Korriban, onde foi quebrada e moldada pela escuridão. Anos depois, ela viaja para o planeta Tython, buscando uma antiga convergência da Força chamada Forja — um local usado para curar Jedi “quebrados” — na tentativa de encontrar o caminho de volta para a luz. É como se ela fosse o teste final de estresse para os ensinamentos Jedi de redenção.
Como a própria Madeleine Roux explica, Kalrian é um reflexo direto da Rey. Uma versão “casa dos espelhos” e assustadora da nossa heroína. É brilhante pensar nisso quando lembramos que Rey também carrega uma linhagem sombria pesadíssima (a herança Palpatine) e precisa lidar com sua própria natureza. A lição que o livro nos passa, e que Rey precisa aprender, é que tentar simplesmente “matar” a escuridão interior não funciona. Você precisa fazer as pazes com ela e nutrir a versão de si mesmo que quer ver prosperar.
O Fascínio da Velha República
Nós não vamos dar spoilers pesados sobre o desfecho da jornada de Kalrian (afinal, o livro acabou de sair e tem tramas de 5.000 anos antes da Saga Skywalker para explorar). Mas a simples introdução de uma Lorde Sith em uma época em que os Jedi ainda não compreendiam totalmente o que os Sith eram, é fascinante.
Costumamos imaginar as antigas Guerras Sith como uma era de puro pavor, mas há algo de maravilhosamente esperançoso em ver uma Ordem Jedi primitiva que ainda acreditava que a redenção era possível até para o mais corrompido dos inimigos.
Se Legacy prova alguma coisa, é que o período da Velha República é uma mina de ouro de narrativas complexas e emocionantes. Que venham mais histórias nessa era, seja em livros, quadrinhos, jogos ou nas telonas!
E você, também sentiu vontade de reinstalar The Old Republic depois dessa? Deixe sua opinião nos comentários! Que a Força esteja com vocês.





