Saudações, membros da Sociedade Jedi! Seja você um veterano que assistiu à trilogia original nos cinemas ou um recém-chegado que conheceu a galáxia pelos olhos de Ahsoka, puxe uma cadeira.
Todo fã sabe que a era Disney de Star Wars tem sido uma verdadeira montanha-russa. Tivemos tropeços colossais na trilogia Sequel (especialmente no Episódio IX), mas também fomos presenteados com obras-primas absolutas como Rogue One, Andor e as primeiras temporadas de The Mandalorian. No entanto, até mesmo o nosso querido caçador de recompensas andou perdendo um pouco do brilho recentemente. E o problema, surpreendentemente, não foi apenas colocar a Lizzo e o Jack Black na terceira temporada.
O grande vilão recente da franquia tem nome: o excesso do Volume.
A Fadiga das Telas de LED
O Volume (o estúdio de produção virtual revolucionário da Lucasfilm) foi uma mágica tecnológica na primeira temporada de The Mandalorian. Mas, com o passar do tempo, o uso excessivo dessa ferramenta em detrimento dos cenários práticos começou a incomodar. O universo de Star Wars sempre foi marcado por ser um “futuro usado”, sujo e tátil. Quando tudo é gravado em uma sala com telas de LED, os mundos começam a parecer claustrofóbicos e artificiais.
Até mesmo o aguardado filme The Mandalorian and Grogu sofreu com desconfianças antes mesmo do lançamento. Mas a grande esperança para a franquia nos cinemas acaba de ganhar novidades animadoras, e ela atende pelo nome de Star Wars: Starfighter.
Cenários Imersivos e o Fim do Fundo Falso
O novo blockbuster da franquia, encabeçado por ninguém menos que Ryan Gosling, promete ser exatamente a correção de rota que precisávamos. Ainda sabemos muito pouco sobre a trama de Starfighter, mas o ator Aaron Pierre trouxe uma atualização de bastidores que é música para os nossos ouvidos.
Em entrevista à revista GQ, Pierre descreveu como é estar no set do filme: “Mundos inteiros são literalmente construídos para você caminhar por eles, tocar, entrar e escalar. A música que toca antes de uma cena começar… Parece que você está no palco. Tipo, a lama é real!”
A lama é real! Essa simples frase indica um retorno triunfal às origens. A Lucasfilm parece ter entendido que, para a magia funcionar, os atores precisam interagir com o ambiente de verdade.
O Melhor dos Dois Mundos
O sucesso estrondoso de Andor já havia provado que os fãs anseiam por histórias originais e maduras, longe da fórmula repetitiva e das reciclagens exageradas de O Despertar da Força. Por outro lado, projetos que se desviam drasticamente da estética e do “feeling” clássico de Star Wars também enfrentam resistência.
Starfighter parece ter encontrado o equilíbrio perfeito. A trama focará nos pilotos — deixando um pouco de lado o drama eterno entre Jedi, Sith e Skywalkers —, entregando o frescor que The Mandalorian teve no início. E, com a escolha de abandonar grande parte do Volume em favor de cenários práticos grandiosos, o filme tem tudo para resgatar aquela estética cinematográfica clássica que nos faz acreditar que aquelas naves realmente voam.
Para melhorar, o elenco é de cair o queixo. Além de Gosling e Pierre, teremos Amy Adams, Mia Goth e Matt Smith dividindo a tela. Se a execução for tão boa quanto a premissa e a construção dos cenários, Starfighter tem potencial de sobra para inaugurar uma nova e gloriosa era para a nossa amada galáxia nos cinemas.
Que a Força esteja com vocês!






