O Lado Sombrio das Visões: O Verdadeiro Motivo Pelo Qual Leia Abandonou o Treinamento Jedi

O Lado Sombrio das Visões: O Verdadeiro Motivo Pelo Qual Leia Abandonou o Treinamento Jedi

Saudações, membros da Sociedade Jedi!

Quando O Retorno de Jedi chegou aos cinemas, a galáxia inteira ficou de queixo caído com a revelação final da família Skywalker: Luke e Leia eram irmãos gêmeos. Isso significava que a nossa eterna Princesa e líder rebelde tinha o mesmo potencial absurdo na Força que seu irmão. Em Endor, Luke chegou a prometer que ela aprenderia a usar esse poder, mas quando a trilogia sequel começou, 30 anos depois, Leia não era uma Mestra Jedi. Ela estava de volta às trincheiras, liderando a Resistência contra a Primeira Ordem.

Nós tivemos alguns vislumbres dos poderes dela (como o famoso — e divisivo — voo no espaço em Os Últimos Jedi) e até um flashback emocionante de seu treinamento com Luke em A Ascensão Skywalker. Nesse filme, foi explicado que Leia abandonou o caminho Jedi porque teve uma visão de que seu filho, Ben Solo, morreria no final dessa jornada. Foi uma explicação compreensível, mas um tanto vaga.

Agora, a Lucasfilm finalmente abriu a caixa preta dessa história. O novo romance cânone Star Wars: Legacy joga uma luz fascinante (e assustadora) sobre o que exatamente Leia viu em seu vislumbre do futuro.

A Visão Aterrorizante em Tython

No livro, Leia acompanha Rey até o lendário planeta Tython. Por ser um mundo com uma conexão fortíssima com a Força (e lar de um antigo templo Jedi), as duas acabam tendo diversas visões. É lá que descobrimos o pesadelo recorrente de Leia.

No sonho, ela está na ponte de comando da nave Raddus, liderando mais uma batalha colossal contra a Primeira Ordem. Conforme o sonho se repete e evolui, Leia se vê usando a Força de maneira devastadora. Ela não está apenas movendo pedras, ela está despedaçando um Star Destroyer inteiro com a mente. A parte mais perturbadora? Ao lado dela está um jovem Ben Solo, animadíssimo, perguntando à mãe se um dia ela o ensinaria a causar aquele nível de destruição.

Essa é a peça que faltava no que-bra-cabeça de A Ascensão Skywalker. Quando Leia disse a Luke que “se eu ficar aqui com você e me tornar uma Jedi, todos com quem me importo serão destruídos”, ela não estava falando apenas do destino de Ben, mas de quem ela mesma poderia se tornar. Ela temeu o próprio poder. Ela temeu que, se treinasse o filho, ele seria arrastado para os horrores da guerra, lutando em nome dela como um Jedi implacável.

A Escolha Pelo Amor (e o Preço Disso)

Assustada com o potencial destrutivo da Força em sua linhagem, Leia tomou uma decisão dolorosa. Voltou para a Nova República para tentar manter a paz através da política e da liderança, áreas onde sempre brilhou.

Para o crédito de Luke, ele foi um irmão sensacional nesse momento. Ele não a forçou a continuar. Como ele mesmo diz no livro: “Você escolheu Han. Você escolheu a felicidade. Não há nada de errado nisso.” Luke entendeu que o caminho Jedi exige sacrifícios e desapegos que Leia não estava disposta a fazer, preferindo focar na família que estava construindo.

A Trágica Ironia do Destino

Mas Star Wars é, em sua essência, uma tragédia grega no espaço. A decisão de Leia de abandonar a Força para evitar a escuridão não impediu que o pior acontecesse. Ben foi corrompido por Snoke, destruiu o templo de Luke e se tornou Kylo Ren. Han, Luke e incontáveis outros perderam suas vidas.

Será que tudo teria sido diferente se ela tivesse ficado?

Legacy brinca com essa ideia de um jeito brilhante. Luke mostra a Leia um futuro alternativo: se ela tivesse continuado como Jedi, ela e Luke teriam treinado Ben juntos. O amor de mãe lado a lado no treinamento teria mantido Ben na luz. Mas, nesse mesmo cenário, seria Rey quem cairia para o Lado Sombrio e seria usada como uma arma imparável pela Primeira Ordem contra a Resistência.

A lição de Luke é dura, mas necessária: a galáxia sempre encontrará um jeito de entrar em guerra, e ninguém pode salvar todo mundo. É inútil se torturar com os “e se”, o importante é focar no agora.

E convenhamos, há um detalhe sombrio que não podemos ignorar: sabendo o que sabemos sobre Palpatine, é muito provável que tenha sido o próprio Imperador quem enviou essa visão distorcida para a mente de Leia. O objetivo? Tirar a Jedi Leia Organa da jogada, deixando Ben Solo muito mais vulnerável à corrupção. E, como sabemos, o plano funcionou.

No fim das contas, Leia pode não ter conseguido evitar a guerra, mas lutou pelos seus até o último suspiro. E foi justamente usando seu último sopro de vida através da Força que ela conseguiu alcançar o coração de seu filho, trazendo Ben de volta à luz e virando o jogo na guerra. Ela se tornou uma com a Força, deixando um legado que Rey agora carrega. Uma conclusão agridoce, épica e perfeitamente digna da nossa eterna Princesa.

E vocês, o que acham? Acreditam que Palpatine manipulou as visões de Leia? Deixem suas opiniões nos comentários! Que a Força esteja com vocês.