Saudações, padawans recém-chegados e mestres Jedi veteranos!
Já faz sete anos desde que A Ascensão Skywalker encerrou a trilogia sequel. A gente sabe muito bem que o filme tem seus defensores fiéis, mas também sabemos que aquele placar de 51% no Rotten Tomatoes fala por si só. Foi uma recepção, para dizer o mínimo, divisiva. E é exatamente por causa dessa montanha-russa de opiniões que a galáxia pós-sequel parece ter pisado no freio, com o aguardado filme da Nova Ordem Jedi focado na Rey preso naquele limbo de desenvolvimento desde que foi anunciado em 2023.
Mas, como é de costume na nossa amada franquia, quando os filmes deixam pontas soltas ou histórias apressadas, os livros do Universo Expandido chegam com a Millenium Falcon para salvar o dia e amarrar todas as pontas.
O exemplo perfeito dessa salvação atende pelo nome de Star Wars: Legacy, o excelente romance de Madeleine Roux que acaba de chegar às prateleiras. Situado no espaço de tempo entre Os Últimos Jedi e A Ascensão Skywalker, o livro não só nos dá um vislumbre detalhado do treinamento de Rey com a General Leia Organa, mas traz surpresas genuínas — como uma cena inesperada (e de arrepiar!) entre Rey e o Fantasma da Força de ninguém menos que Anakin Skywalker. Mas o verdadeiro coração desse livro é como ele resolve a maior polêmica do Episódio IX.
Muito Além de Mestra e Aprendiz
Se você achava que o treinamento de Rey com Leia foi um mar de rosas desde o início, Legacy está aqui para mostrar que não foi bem assim. Rey estava desesperada para agradar e se provar, enquanto Leia tinha apenas aquele breve treinamento Jedi que recebeu de Luke décadas atrás. Para piorar o climão, o Fantasma da Força do Luke resolveu bancar o fofoqueiro galáctico e contou para Leia o maior segredo de todos: o sangue de Palpatine corria nas veias da garota.
Isso criou uma dinâmica tensa, cheia de segredos, onde Leia escolheu conscientemente esconder essa informação de Rey. Sendo bem sincero? Luke provavelmente teria sido mais sábio se ficasse calado dessa vez.
Porém, o romance de Roux deixa claro rapidinho por que Leia, apesar dos segredos, sempre seria uma mentora infinitamente melhor para Rey do que Luke foi em Ahch-To. Pense bem: Rey nunca olhou para as estrelas apenas buscando aventura, ela buscava pertencimento. Ela queria uma família. Quando ela encontrou Luke, ele estava rabugento, lidando com seus próprios traumas (e tomando leite verde). Ele não tinha condições emocionais de dar a Rey o acolhimento que ela precisava, chegando a ser insensível e colocando um peso absurdo nos ombros dela.
O superpoder de Leia, por outro lado, nunca foi apenas erguer pedras. O dom de Leia é a conexão. Foi assim que ela liderou a Rebelião e a Resistência. Mesmo após perder o casamento com Han e ver seu filho Ben cair para o lado sombrio, ela continuou amando. É essa capacidade de conexão que permitiu a Leia dar a Rey exatamente o que ela procurava desde que era uma sucateira em Jakku: a sensação de finalmente pertencer a algum lugar.
A Escolha do Sobrenome Skywalker
Todo fã lembra do final de A Ascensão Skywalker: Rey em Tatooine, assumindo o nome “Skywalker” sob os olhares de aprovação dos fantasmas de Luke e Leia. A intenção da Lucasfilm era mostrar que a linhagem Skywalker havia transcendido o sangue e virado uma escolha, mas muita gente torceu o nariz, achando a decisão repentina demais no filme.
É aqui que Legacy brilha e conserta a história. O livro confirma que Rey já havia se tornado uma Skywalker muito antes de pisar nas areias de Tatooine. Por quê? Porque Leia já a considerava parte da família.
Leia viu o vínculo que Rey formou com Han Solo. Ela compreendeu a conexão complexa (e cósmica) que Rey tinha com Ben. Ao acolher a garota, Leia efetivamente a adotou. Portanto, quando Rey diz “Rey Skywalker” no final do filme, ela não está tomando uma decisão aleatória de última hora. Ela está tendo um momento de reconhecimento. Ela finalmente entende e aceita uma verdade que já existia: ela era uma Skywalker graças à escolha de Leia, tanto quanto à sua própria.
Os livros de Star Wars têm esse hábito maravilhoso de aprofundar temas e consertar os tropeços dos cinemas. Legacy é um dos melhores exemplos recentes, focando em um relacionamento que é muito mais íntimo e definidor do que apenas Mestre e Padawan. Se você quer entender de verdade a trilogia sequel e o arco final da nossa heroína, essa leitura acabou de se tornar obrigatória!
E vocês, o que acham dessa explicação? Deixem nos comentários se isso muda a forma como vocês enxergam o final do Episódio IX!





