Saudações, Mestres Jedi, Padawans recém-chegados e frequentadores da Cantina de Mos Eisley! O grande momento chegou: nesta semana, finalmente voltamos aos cinemas com a estreia de The Mandalorian & Grogu. É motivo para comemorar, sem dúvida, mas enquanto preparamos a pipoca, não podemos ignorar uma certa perturbação na Força.
Já se passaram três anos desde que a Lucasfilm anunciou com toda a pompa três novos filmes na Star Wars Celebration de 2023. De lá para cá? Pouquíssimo avanço público. Para deixar a situação mais confusa, os dois filmes que parecem estar caminhando não têm relação nenhuma entre si. O que está acontecendo nos bastidores? Felizmente, alguém que esteve lá dentro resolveu abrir o jogo — e o que ele disse talvez explique exatamente por que ele não está mais por lá.
A “Reforma Protestante” Que Não Deu Certo
O roteirista Damon Lindelof, mente por trás de produções como Lost e Watchmen, participou recentemente do podcast House of R para discutir o lançamento do filme do Mando e o estado geral da nossa amada galáxia. Durante o papo, ele não fugiu do que chamou de “o Bantha na sala”: o fato de ter sido demitido do próximo filme focado em Rey, que se passará após os eventos de A Ascensão Skywalker.
Lindelof foi dolorosamente sincero sobre o processo: “Eles me perguntaram: ‘Como você acha que um filme de Star Wars deveria ser?’ Eu disse a minha visão, e eles responderam: ‘Ótimo, você está contratado.’ Dois anos depois, fui demitido. Então, eu estava errado, pelo menos sob essa perspectiva.”
A ideia que Lindelof e sua equipe tentaram emplacar era incrivelmente ambiciosa. Ele queria colocar a eterna discussão do fandom diretamente na tela. A proposta era explorar o conflito direto entre a Força da nostalgia e a Força da revisão, criando o que ele mesmo definiu como uma “Reforma Protestante dentro de Star Wars”. Parecia um conceito ousado para amarrar fãs antigos e novos, mas tentar fazer isso sem parecer que o filme estava “dando uma piscadela” irônica para o público acabou não funcionando como esperado.
Pilotando um Petroleiro Espacial
Segundo Lindelof, o grande obstáculo não foi necessariamente a ideia ser rejeitada, mas sim a dificuldade titânica da execução. Escrever para uma franquia desse tamanho, lidando com um cânone tão vasto e decidindo o peso do legado após o Episódio IX, tornou-se uma tarefa exaustiva.
O roteirista comparou o processo a pilotar um navio petroleiro: “Você gira o volante e leva cinco minutos para o navio virar um pouquinho.” Encontrar o tom certo, estabelecer a conexão exata com o cânone e decidir se aquilo seria o pontapé de uma nova trilogia fez com que a escrita ficasse extremamente lenta e complexa. Sem uma visão perfeitamente clara do propósito daquele filme, a produção travou.
Onde Está o Centro de Star Wars?
Toda essa experiência levou Lindelof a um diagnóstico muito interessante sobre a era atual da franquia: a falta de um “centro”.
Quando O Despertar da Força estreou, nós sabíamos o que estava acontecendo. Independentemente da volta emocionante de Luke, Leia e Han, ficou claro que Rey, Finn e Poe eram o novo coração da saga. O centro de Star Wars estava bem definido. Mas e hoje?
Essa é a grande questão. Serão o Mandaloriano e o adorável Grogu o novo centro definitivo de Star Wars na tela grande? Ou o foco voltará para Rey construindo a Nova Ordem Jedi?
Ainda não temos a resposta para isso, e muito desse futuro será decidido pelas bilheterias a partir desta semana. Din Djarin e Grogu receberam a dura missão de levar a base de fãs de volta às poltronas do cinema nesta nova década. Os fãs vão votar com suas carteiras. Até que essas decisões executivas sejam tomadas e o horizonte fique claro, nós — e Damon Lindelof junto com a gente — continuaremos tentando desvendar os próximos passos da saga.
Por enquanto, vamos garantir nossos lugares na sessão e torcer para que essa nova aventura seja exatamente a faísca que a franquia precisa para reacender a Força nos cinemas. Que a Força esteja com Mando, Grogu e, principalmente, com as bilheterias!





