Saudações, padawans e mestres da Força! Seja você um veterano que gastou o cabeçote do videocassete assistindo à trilogia original ou alguém que embarcou na nossa nave recentemente pela era Disney+, todos somos bem-vindos na Sociedade Jedi.
Hoje vamos voltar no tempo. A era da trilogia prequela foi, para dizer o mínimo, peculiar. Após o sucesso estrondoso dos filmes originais, George Lucas retornou à cadeira de diretor com liberdade criativa quase absoluta. Isso nos rendeu coisas maravilhosas, mas também nos deu rainhas adolescentes eleitas, Jar Jar Binks e a polêmica de que a sensibilidade à Força estava no sangue (alô, midi-chlorians!).
Mas se você acha que essas foram as ideias mais inusitadas dessa época, aperte os cintos. No início dos anos 2000, um boato absurdo circulava pelos fóruns de internet da época: a maior boy band do momento iria aparecer em Star Wars. E a pior (ou melhor) parte? Era tudo verdade.
Jedi Pop: O NSYNC em Ataque dos Clones
Antes do lançamento de Star Wars: Episódio II – Ataque dos Clones em 2002, o burburinho era de que membros do NSYNC fariam uma participação especial. Naquela época, isso parecia uma piada de 1º de abril. Hoje em dia, a gente já se acostumou com participações aleatórias (oi, Lizzo e Jack Black em The Mandalorian!), mas em 2002, misturar ídolos pop adolescentes com a galáxia muito, muito distante soava como uma heresia completa.
A revista People revelou recentemente os bastidores dessa loucura: três membros do grupo — Chris Kirkpatrick, JC Chasez e Joey Fatone — não apenas foram escalados, como realmente vestiram os mantos de Cavaleiros Jedi e Padawans! A ideia era que eles aparecessem empunhando sabres de luz no clímax do filme, durante a épica Batalha de Geonosis, o estopim das Guerras Clônicas. Eles chegaram a passar por treinamento de coreografia de luta e as cenas foram, de fato, gravadas.
Cortados na Sala de Edição
Então, por que nunca vimos um sabre de luz dançando ao som de Tearin’ Up My Heart?
A resposta se divide em duas partes. A primeira foi pura burocracia hollywoodiana. Os membros da banda também faziam parte do sindicato dos atores (SAG-AFTRA), o que exigia regras específicas de pagamento e contratos para que eles aparecessem na versão final do filme.
Mas a segunda razão — e a mais pesada — foi o próprio fandom. Assim que os rumores vazaram, a reação negativa dos fãs de Star Wars foi imediata e barulhenta. A Lucasfilm sentiu o golpe. Sabendo que mexer com a paixão ardente (e às vezes feroz) dos fãs é um terreno perigoso, eles decidiram simplesmente mudar de ideia e deixar os astros pop no chão da sala de edição.
Um Desvio Fica no Hiperespaço
Sinceramente? O universo nos poupou de um problema gigantesco. É claro que algumas fãs da banda teriam adorado, mas o saldo geral seria desastroso. A trilogia prequela já enfrentava uma montanha de críticas implacáveis. Adicionar uma boy band ao fundo da arena de Geonosis seria munição infinita para os críticos.
Nós sabemos o quão exigente a comunidade de Star Wars pode ser. Aqueles que não gostam das prequelas teriam usado essa cena como o exemplo definitivo de que George Lucas tinha “perdido a mão”. Imagina só tentar focar na tensão de Mace Windu e Yoda enquanto, ao fundo, três cantores pop giram sabres de luz? O infame diálogo do Anakin sobre o quão irritante a areia é já foi alvo suficiente de piadas por mais de 20 anos, não precisávamos do NSYNC para dividir os holofotes do constrangimento.
Em qualquer outra franquia menos levada a sério, talvez tivesse sido uma piada inofensiva e até divertida. Mas, em Ataque dos Clones, a risadinha rápida de alguns não compensaria a fúria de milhões. A Força, pelo visto, é muito sábia nas suas intervenções na ilha de edição.
E você, gostaria de ter visto o NSYNC balançando sabres de luz em Geonosis ou agradece aos deuses do cinema por esse corte? Deixe sua opinião nos comentários e não se esqueça: que a Força esteja com você!






