Seja bem-vindo de volta à nossa base na Orla Exterior, ou melhor, ao centro diplomático de Coruscant! Hoje o assunto é um pouco mais “terrestre”, mas não menos explosivo: relacionamentos.
Muitas vezes focamos nos sabres de luz e nas batalhas espaciais, mas Andor nos lembrou que a política e o drama humano são o verdadeiro combustível da Rebelião. E nada sintetiza melhor esse drama do que o jantar sempre tenso entre Mon Mothma e seu marido, Perrin Fertha.
Se você achava que seu grupo de família no WhatsApp era tóxico, é porque ainda não mergulhou fundo no dia a dia da família Mothma-Fertha. Em Andor, vimos um casamento que mais parece uma partida de xadrez em que ambos os jogadores já perderam, mas continuam movendo as peças por puro hábito.
Recentemente, o autor Alexander Freed trouxe novas camadas para essa dinâmica no livro The Mask of Fear, o primeiro da trilogia Reign of the Empire. Ambientado logo após os eventos de A Vingança dos Sith, o livro nos mostra que os problemas de Mon e Perrin começaram muito antes de Cassian Andor entrar em cena.
Nem Vilões, Nem Heróis: Apenas “Habituados”
Em uma entrevista recente à Polygon, Freed explicou que o segredo dessa dinâmica não é transformar ninguém em monstro. Perrin não é um vilão imperial clássico, e Mon não é uma santa imaculada, eles são pessoas presas em uma situação que não funciona mais, mas que está tão entranhada em suas vidas que nenhum dos dois sabe como viver fora dela.
“Perrin não é um monstro. Mon certamente não é uma monstra. Mas eles se encontraram em uma situação onde o relacionamento não funciona, mas está profundamente esculpido em suas vidas.” — Alexander Freed.
Essa visão humaniza o conflito. Enquanto Mon se afunda cada vez mais no perigoso mundo da resistência — sacrificando sua fortuna e até a estabilidade da filha, Leida — Perrin se agarra aos confortos da vida aristocrática de Chandrila. É o clássico “opostos que se atraem”, mas que, com o tempo, acabam se repelindo com a força de um ímã polarizado.
O Subplot que Alimenta a Série
Um detalhe interessante para nós, que adoramos entender como a Lucasfilm gerencia o cânone: Freed teve que manter o relacionamento deles como um “subplot” (trama secundária). Como o livro foi lançado estrategicamente entre a primeira e a segunda temporada de Andor, a equipe de Dave Filoni e Tony Gilroy ficou de olho para garantir que a literatura não “atropelasse” o que veriamos nas telas.
Sabemos que, cronologicamente, essa história caminha para um final amargo. Em Andor, a fissura se torna um abismo, culminando na fuga de Mon de Coruscant e no total distanciamento de Perrin, que prefere a vacuidade das festas imperiais ao peso da revolução.
O Que Vem por Aí?
A boa notícia para quem gosta desse “Star Wars de terno e gravata” é que a família continuará sendo explorada no próximo livro da trilogia, Edge of the Abyss. Com o avanço da cronologia literária, veremos como a radicalização de Mon Mothma empurra Perrin e Leida para o escanteio da história — ou para os braços do Império.
Star Wars é sobre esperança, mas também é sobre o custo pessoal dessa esperança. O casamento de Mon Mothma nos lembra que, para salvar a galáxia, muitas vezes os heróis precisam sacrificar sua própria felicidade doméstica. É triste, é real e é o que torna Andor e os novos livros da era Reign of the Empire tão fascinantes.
E você, acha que o Perrin tinha salvação ou ele sempre foi apenas um “acessório” de luxo na vida da Mon? Deixe seu comentário e vamos debater!





