O Dilema Corelliano: Por que é tão difícil aceitar um novo Han Solo?

O Dilema Corelliano: Por que é tão difícil aceitar um novo Han Solo?

Saudações, capitães e contrabandistas de plantão! Se tem uma coisa que aprendemos em quase 50 anos de franquia é que você pode substituir um motor de dobra, uma célula de energia e até um braço (desculpe, Luke), mas existe algo que parece ser imutável na galáxia: o rosto de Harrison Ford.

Recentemente, a toda-poderosa da Lucasfilm, Kathleen Kennedy, admitiu em uma entrevista que seu maior arrependimento com Solo: Uma História Star Wars foi a ideia de que, fundamentalmente e conceitualmente, você não pode substituir o Han Solo — pelo menos não agora. E não é que os parques da Disney resolveram provar que ela está certa da maneira mais… estranha possível?


Um Han Solo “Quase” Perfeito (ou quase isso)

O Galaxy’s Edge, a área temática de Star Wars nos parques da Disney, está passando por uma mudança de filosofia. Antes focado em um período específico da linha do tempo, agora o parque está virando uma “mistureba” nostálgica da trilogia original. A última novidade? Um ator interpretando o Han Solo caminhando pelo parque, juntando-se ao Luke e à (ainda misteriosa) Leia.

O problema não é o ator. Ele parece um cara legal, um pouco parecido com o Nathan Fillion (o eterno Mal Reynolds de Firefly) se ele tivesse esquecido o figurino no set. O problema real começa da testa para cima: a peruca.

O figurino é uma réplica fiel de O Retorno de Jedi, mas limpa demais. Han Solo sem um pouco de graxa de Millenium Falcon parece que acabou de sair de um comercial de sabão em pó.

Só que o cabelo está sendo descrito por alguns como “metade de um Wookiee jogado na cabeça do coitado”. É aquele visual que fica no limite do “vale da estranheza” (Uncanny Valley).

O Fantasma de Harrison Ford

Se o Alden Ehrenreich, que é um baita ator e se esforçou ao máximo no filme, não conseguiu fazer o público esquecer o Ford, que esperança tem um funcionário do parque?

Isso levanta uma questão interessante sobre o design dos personagens. É muito mais fácil aceitar um Darth Vader ou um Stormtrooper caminhando pelo parque. O capacete remove o fator humano e mantém o ícone. Personagens como Han Solo são tão intrinsecamente ligados à fisionomia do ator original que qualquer variação parece uma “fantasia barata”, por melhor que seja o ator.

    A partir de 29 de abril, essas mudanças na linha do tempo do parque estarão a todo vapor. Preparem-se para ver mais Vaders e menos rostos humanos “quase lá”.


    No fim das contas, a Disney está tentando dar às massas o que elas querem: os heróis clássicos. Mas talvez o Han Solo seja um daqueles mitos que funcionam melhor na nossa imaginação ou na tela, onde Harrison Ford é eterno. Ver um “Han genérico” pode tirar um pouco da magia de Batuu, ou talvez seja apenas o preço que pagamos por querer viver dentro dos nossos filmes favoritos.

    E você, acha que Star Wars deveria tentar novos atores para os papéis clássicos ou é melhor deixar o CGI (ou os capacetes) fazerem o trabalho?