O Despertar da Força (de Verdade?): John Boyega, Dave Filoni e a Redenção de Finn

O Despertar da Força (de Verdade?): John Boyega, Dave Filoni e a Redenção de Finn

Se você estava lá no cinema em 2015, seja com a camiseta desbotada da trilogia original ou estreando seu primeiro sabre de luz de plástico, você lembra do impacto. Um Stormtrooper tirando o capacete, ofegante, no meio do deserto de Jakku. A promessa era gigantesca: um desertor do Império (ou melhor, da Primeira Ordem) que, segundo todos os trailers, carregaria o legado dos Jedi. Mas, como sabemos, entre o “uau” de O Despertar da Força e os créditos finais de A Ascensão Skywalker, muita gente sentiu que o nosso querido Finn ficou pelo caminho, perdendo o fôlego enquanto gritava “Rey!” pela milésima vez.

Pois bem, preparem o coração (e o hiperdrive), porque John Boyega decidiu colocar as cartas na mesa — e elas têm o selo de aprovação do “chapéu mais famoso da galáxia”.

Farelo de pão para lugar nenhum?

John Boyega nunca foi do tipo que guarda para si o que pensa. Desde o fim da trilogia sequel, o ator tem sido uma voz honesta e, por vezes, ácida sobre como o arco de Finn foi tratado. Ele foi apresentado como um personagem complexo, um homem que desafiou sua programação e que demonstrava uma clara sensibilidade à Força (quem não lembra dele empunhando o sabre dos Skywalker contra o Kylo Ren?).

No entanto, conforme a história avançava, essa sensibilidade virou um “farelo de pão” que não levou a banquete nenhum. Boyega já comentou abertamente sobre o desconforto de ver personagens negros sendo deixados de escanteio enquanto a narrativa foca nos “heróis estabelecidos”, chamando a atenção para a falta de espaço para quem quer, de fato, abrir caminhos inéditos na franquia.

“Liguem para o Dave Filoni!”

A reviravolta aconteceu recentemente na MEGACON Orlando. Durante um painel, enquanto Boyega falava sobre o futuro, um fã mais exaltado gritou da plateia o que todos nós pensamos em momentos de crise criativa: “Liga para o Dave [Filoni]!”.

A resposta de Boyega? Curta, direta e capaz de derrubar um Star Destroyer: “Eu já liguei, na verdade”.

Sim, você leu certo. O homem por trás de Finn já está em conversas com o atual Diretor Criativo da Lucasfilm. Para quem é fã das antigas, sabe que o nome de Filoni é sinônimo de “consertar o que parecia perdido” (alô, The Clone Wars!). Saber que Boyega está disposto a voltar — desde que o roteiro faça justiça ao potencial de FN-2187 — é o sopro de esperança que a Resistência precisava.

O que o futuro reserva para FN-2187?

Finn não é apenas um ex-Stormtrooper; ele é a personificação da escolha e da redenção. Ver esse personagem finalmente explorando seu potencial Jedi, talvez ao lado de Rey em seu novo filme da Ordem Jedi, ou até liderando uma revolução de outros ex-combatentes, seria a conclusão épica que nos foi prometida lá atrás.

Boyega provou que ama Star Wars o suficiente para exigir que a franquia seja melhor. E nós, que passamos décadas discutindo parsecs e midichlorians, sabemos que quando o talento se encontra com uma boa história (e um empurrãozinho de Filoni), a galáxia costuma sorrir de volta.

Que a Força esteja com essa ligação telefônica!