Se você estava por aqui no início dos anos 2000, sabe que a LucasArts não brincava em serviço. Entre o Episódio I e o II, fomos presenteados com Star Wars: Bounty Hunter. O protagonista? Ninguém menos que Jango Fett. Sim, o modelo genético do exército de clones e o pai do Boba (que, convenhamos, na época era só um moleque com um capacete na mão).
O jogo era uma joia bruta. Ele nos colocava na pele de um mercenário de verdade, percorrendo o submundo da galáxia para cumprir contratos. A jogabilidade em terceira pessoa era avançada para a época: você tinha jetpacks, mísseis montados, lança-chamas e as icônicas pistolas duplas. Mas o “pulo do gato” era o sistema de escaneamento. Você identificava alvos no meio da multidão e decidia se os queria vivos ou mortos — uma pegada meio Hitman espacial que trazia uma liberdade narrativa deliciosa.
O Vazio Deixado por 1313 e o “Quase” de Outlaws
Muitos de nós ainda sofrem de estresse pós-traumático com o cancelamento de Star Wars 1313 em 2013. A ideia de jogar com um Boba Fett jovem descendo aos níveis mais sombrios de Coruscant era o sonho de consumo de dez entre dez fãs. Recentemente, Star Wars Outlaws tentou capturar essa vibe de “vigarista/submundo”, mas, apesar de suas qualidades, ele não foca na letalidade e no arsenal tecnológico que só um Mandaloriano possui.
Com o sucesso estrondoso de The Mandalorian e a empolgação gerada do filme The Mandalorian & Grogu, a mesa está posta. O público está sedento por Beskar, códigos de honra duvidosos e o som de um jetpack ligando.
O Blueprint para o Sucesso
O remaster de Bounty Hunter lançado em 2024 provou uma coisa: a fórmula ainda funciona. Mesmo com os gráficos datados, a mecânica de caçar recompensas em níveis não lineares recebeu críticas “Muito Positivas” no Steam. Isso é um sinal claro para a Lucasfilm Games e suas parceiras.
Imagine um sucessor espiritual — ou até um remake completo — com o poder das engines atuais. Poderíamos ter:
- Missões de infiltração em palácios de Hutts.
- Combate acrobático vertical usando o jetpack (sem as limitações de câmera de 2002, por favor!).
- Um sistema de customização de armadura e gadgets que faria qualquer ferreiro mandaloriano chorar de alegria.
Não precisa nem ser necessariamente o Din Djarin. Poderíamos explorar a era de ouro do Boba Fett pós-Sarlacc ou até criar um caçador novo. O que importa é a sensação de ser a figura mais perigosa da sala, aquela que não precisa de um sabre de luz para resolver um problema — apenas de um bom detonador térmico e um contrato assinado.
A franquia está em uma fase de expansão incrível nos jogos, mas às vezes, para dar um salto no hiperespaço, é preciso checar as coordenadas antigas. Star Wars: Bounty Hunter entregou o mapa da mina há mais de duas décadas. Se a próxima grande aventura souber usar esse blueprint, unindo a narrativa cinematográfica atual com aquela liberdade de “profissão mercenária”, teremos um clássico instantâneo em mãos.
E você, qual caçador de recompensas gostaria de controlar em um novo game de última geração? Deixe nos comentários antes que eu coloque um rastreador em você!





