Jedi 3: O Grand Finale que Cal Kestis Merece (e por que ele precisa “largar o osso” da Saga Skywalker)

Jedi 3: O Grand Finale que Cal Kestis Merece (e por que ele precisa “largar o osso” da Saga Skywalker)

Saudações, Padawans de ontem e Mestres de hoje!

Se tem uma coisa que aprendemos nessas décadas acompanhando essa galáxia muito, muito distante, é que a esperança é a alma do negócio. E, no mundo dos games, nossa esperança atual atende pelo nome de Cal Kestis. Desde que Jedi: Fallen Order apareceu do nada em 2019 e nos provou que a EA ainda sabia fazer um jogo focado em história (amém!), ficamos fisgados. Depois, Jedi: Survivor elevou o nível, apesar daqueles problemas de performance que faziam o jogo parecer rodar em um computador movido a carvão de Geonosis no lançamento.

Agora, os rumores e confirmações de bastidores indicam que Jedi 3 está em desenvolvimento pleno. E olha, o potencial aqui é de ser o maior capítulo da trilogia, superando tudo o que vimos até agora. Mas, para isso, a Respawn precisa ter a coragem de um Ewok enfrentando um AT-ST: eles precisam se desapegar do passado.

Vamos conversar sobre o que esperar desse encerramento épico?


Chega de “Fan Service” Gratuito?

Vamos ser sinceros aqui entre amigos de longa data: ver o Darth Vader aparecer é sempre legal? É. Ver o Boba Fett dar um “oi” rápido em Survivor foi emocionante? Com certeza. Mas a série Jedi atingiu um nível de maturidade onde ela não precisa mais dessas muletas de nostalgia.

O grande trunfo desses jogos são os personagens originais. O Cal Kestis se tornou um dos protagonistas mais interessantes do novo cânone, justamente por sua luta interna e externa como sobrevivente da Ordem 66. E o que dizer da Merrin? Ou da Cere? Esses personagens são tão bem escritos que brilham sozinhos.

Olhem para o sucesso de Andor. Quase nenhum “figurão” clássico, muita história nova e personagens que a gente aprendeu a amar (ou odiar) do zero. É isso que queremos em Jedi 3. Queremos ver o Cal enfrentando ameaças que não sejam necessariamente o Imperador ou seus lacaios de luxo.

Novos Ares (e Novos Inimigos)

Ao final de Survivor, Cal se encontra em uma posição emocionalmente complexa e em um lugar bem afastado do resto da galáxia. Essa é a oportunidade de ouro! Imagina trocar os Stormtroopers (que, convenhamos, já apanharam o suficiente) por uma rede de submundo criminoso totalmente nova? Ou ameaças ancestrais que não tenham nada a ver com a briga eterna entre Jedi e Sith?

Para Jedi 3 ser verdadeiramente inesquecível, ele precisa expandir os horizontes. Queremos planetas que nunca vimos antes, ecossistemas bizarros e conflitos que testem a moralidade do Cal sem precisar de um sabre de luz vermelho do outro lado da tela o tempo todo. A trilogia tem tudo para se tornar o alicerce de novas histórias, em vez de ser apenas um “puxadinho” dos nove filmes da Saga Skywalker.

O Que Pedimos aos Deuses da Força

Claro, além de uma história impecável, o nosso pedido de veterano é um só: otimização. Ninguém quer esperar seis meses de patches para conseguir lutar contra um Rancor sem o jogo travar. Se a Respawn mantiver o combate de sabre de luz refinado (que é excelente!) e nos der mundos abertos realmente densos e originais, o céu é o limite.

Estamos na torcida para que algum trailer cinematográfico apareça ainda este ano para acalmar nossos corações ansiosos. Cal Kestis percorreu um longo caminho desde que era apenas um sucateiro em Bracca, e nós estamos prontos para ver onde essa jornada termina — de preferência, desbravando o desconhecido.


Jedi 3 tem o queijo e o sabre de luz na mão para ser o melhor jogo de Star Wars de todos os tempos. Se a equipe focar na originalidade que já provaram ter, o final da saga de Cal será lembrado por gerações, assim como os nossos velhos filmes em VHS.