O “Duelo” de 1977: O Filme que Deixou Star Wars Comendo Poeira (por um tempo!)

O “Duelo” de 1977: O Filme que Deixou Star Wars Comendo Poeira (por um tempo!)

Saudações, viajantes das rotas espaciais e das estradas de asfalto!

Se eu te contasse que, em 1977, o fenômeno que mudou nossas vidas — o nosso amado Star Wars (que na época era apenas “Star Wars”, sem subtítulos de episódios) — teve um adversário à altura que o venceu em várias frentes de batalha nas bilheterias, você acreditaria? Muita gente da nova geração acha que a jornada do Luke foi um rolo compressor instantâneo, mas a verdade é que um Pontiac Trans Am preto e um caminhoneiro folgado deram um trabalho danado para o George Lucas.

Hoje vamos falar de “Smokey and the Bandit” (lançado aqui no Brasil como Desta vez te peguei), o filme que provou que, naquele ano, o público estava dividido entre os sabres de luz e os roncos de motores V8.

O Xerife contra o Império

Lançado na mesma época que a nossa saga favorita, Smokey and the Bandit foi um fenômeno cultural massivo nos Estados Unidos, especialmente longe das grandes metrópoles. Enquanto o Lucas tentava convencer o mundo de que robôs e magos espaciais eram o futuro, Burt Reynolds estava mostrando que o que o povo queria mesmo era uma perseguição de carros em alta velocidade, contrabando de cerveja e um humor bem “pé no chão”.

Na verdade, em seu lançamento inicial, Smokey chegou a bater Star Wars em vários mercados regionais e se manteve como a segunda maior bilheteria de 1977 por um bom tempo. Foi uma disputa de gigantes: de um lado, a tecnologia de ponta da ILM; do outro, Burt Reynolds e seu bigode lendário fazendo manobras que desafiavam a física (e a paciência da polícia).

O Han Solo que não foi

Aqui vai a curiosidade que faz a cabeça de qualquer fã explodir: você sabia que o próprio Burt Reynolds foi um dos nomes seriamente cotados para interpretar o nosso contrabandista favorito, Han Solo?

Sim! Imagine só o Capitão Solo com aquele bigode clássico e o carisma de quem acabou de fugir de uma blitz na Georgia. No fim das contas, Burt recusou o papel (ele disse mais tarde que se arrependeu, mas quem nunca tomou uma decisão errada na galáxia, né?), e o papel caiu nas mãos de um certo marceneiro chamado Harrison Ford. O resto é história.

Por que isso é importante hoje?

Olhando para trás, 1977 foi o ano em que o cinema de entretenimento mudou para sempre. Tivemos a ficção científica sendo levada a sério com o Lucas e o Spielberg, mas também tivemos o auge dos filmes de ação “de estrada”. Ver que Star Wars teve que suar a camisa para vencer um filme sobre um Pontiac mostra o quanto a nossa saga é resiliente. Ela não venceu por falta de concorrência, ela venceu porque era realmente algo de outro mundo.


Embora o tempo tenha transformado Star Wars em uma religião global e Smokey and the Bandit em uma lembrança nostálgica de um cinema mais simples, é divertido lembrar que nem o Lado Sombrio era tão assustador quanto um xerife texano obstinado perseguindo um Trans Am preto. No fim das contas, tanto o Luke quanto o Bandit só queriam a mesma coisa: liberdade e um veículo rápido o suficiente para deixar os problemas para trás.

E você? Sabia que o George Lucas teve esse “concorrente de peso” nas estradas da Terra? Ou você acha que o Burt Reynolds teria sido um Han Solo melhor que o Harrison Ford? (Cuidado com a resposta, hein!)