Vamos falar de amor? Não, não estou falando daquele amor platônico e cheio de regras dos Jedi, nem do amor trágico estilo “eu matei todo mundo por você” do Anakin. Estou falando daquele romance tenso, cheio de química e olhares que dizem mais que mil palavras, que tem faltado nos grandes blockbusters ultimamente.
Pois é, Manny Jacinto (o nosso eterno Qimir/O Estranho) soltou o verbo em uma entrevista recente. Ele tinha uma missão com The Acolyte que ia muito além de girar sabres de luz de forma estilosa: ele queria reviver o romance nas grandes franquias.
“Faltam Beijos na Galáxia”
Segundo Jacinto, o problema das grandes sagas atuais (não só Star Wars, mas Marvel e companhia) é que elas ficaram estéreis. Temos lutas épicas, CGI de milhões, lore infinita… mas cadê a paixão?
“Eu sinto que em muitas franquias que temos atualmente, falta romance,” disse ele. “Falta muito amor e relacionamentos. Temos as grandes cenas de luta… mas eles não têm realmente um relacionamento com outras pessoas.”
E ele não está errado, né? Se você parar para pensar, o último grande romance que realmente moveu montanhas em Star Wars foi Han e Leia (ou Rey e Kylo, se você curte uma vibe mais “inimigos que se amam”, o que nos leva ao próximo ponto).
O Fenômeno “Oshamir”
Manny revelou que a dinâmica entre Qimir e Osha foi construída propositalmente para ser esse retorno à “sedução” — no sentido literal e metafórico. Ele queria mostrar que o Lado Sombrio não atrai só com promessas de poder ilimitado, mas com conexão humana (e um braço musculoso à mostra, claro).
Eles até filmaram uma versão da cena final onde rolava um beijo! A diretora Leslye Headland e o elenco decidiram cortar na edição final porque acharam que seria “cedo demais” e que o toque de mãos seria mais significativo naquele momento.
Agora, com o cancelamento da série, esse “cedo demais” virou um “nunca veremos”, e isso dói no coração de qualquer fã que estava torcendo pelo casal mais perigoso da galáxia.
Manny Jacinto provou que entende o que faz o público vibrar. Star Wars sempre foi uma ópera espacial, e óperas precisam de emoção, paixão e tragédia. The Acolyte pode ter acabado prematuramente, mas Qimir deixou uma lição: às vezes, a galáxia precisa de menos política no Senado e de mais tensão romântica na tela.
E você? Acha que Star Wars precisa de mais romance ou prefere que os Jedi continuem proibidos de amar? Eu, pessoalmente, ainda não superei o cancelamento do “Oshamir”.





