Eu me lembro perfeitamente de 1983. A sensação de dever cumprido: a Estrela da Morte virou poeira, o Imperador foi de arrasto e os Ewoks estavam fazendo um churrasco (espero que não de Stormtroopers) na lua de Endor. Parecia o fim. Mas, como qualquer pessoa que já tentou acabar com formigas na cozinha sabe, o Império não some só porque você derrubou o quartel-general. Ele se estilhaça, se esconde nos cantos escuros e, eventualmente, volta a incomodar.
Agora, com o anúncio de The Mandalorian and Grogu, estamos prestes a ver o Din Djarin trocar o papel de “pai do ano” pelo de “dedetizador da Nova República”. E o alvo? Os remanescentes imperiais que ainda acham que o preto e o cinza nunca saíram de moda.
O Nome que Pesa na Galáxia
A grande pulga atrás da orelha de todo fã — dos que leram os livros de capa dura nos anos 90 aos que só conhecem o Grogu — é o tal Conselho das Sombras. Já vimos esses sujeitos conspirando em hologramas, mas o diretor Jon Favreau jogou um detonador térmico na nossa curiosidade ao falar sobre o personagem de Jonny Coyne.
Favreau disse que “vamos adorar o nome do personagem”. E é aqui que a gente começa a fritar o cérebro em teorias:
Se o nome é tão bom assim, meu palpite de “velha guarda” vai direto para o Warlord Zsinj. Para quem não viveu a era do Universo Expandido (agora Legends), Zsinj era o tipo de vilão que a gente adorava odiar: brilhante, egocêntrico e dono de um Super Destroyer estelar. Trazer ele para o cânone, assim como fizeram com o Thrawn, seria um presente para quem gastou horas lendo as antigas trilogias de livros.
Outra aposta é que ele seja o pai de algum figurão que conhecemos na trilogia recente. Já temos o Brendol Hux (pai do Armitage Hux) no conselho. Será que Coyne será um ancestral de algum General da Primeira Ordem? É possível, embora o impacto emocional de ser “o pai do Capitão Canady” não seja exatamente um choque galáctico.
E se for uma homenagem ao próprio George Lucas ou algum mestre dos bastidores? Star Wars adora esse tipo de metalinguagem.
O Risco da “Galáxia Pequena”
Existe um debate eterno na nossa comunidade: a galáxia é imensa, mas parece que todo mundo é primo de alguém ou estava na mesma festa em Mos Eisley.
Se o nome do vilão for apenas um “fan service” para nos fazer apontar para a tela como o meme do Leonardo DiCaprio, corremos o risco de deixar o universo de Star Wars minúsculo. Por outro lado, o Din Djarin precisa de um antagonista à altura agora que o Moff Gideon (supostamente) virou churrasco. Se o nome trouxer peso e uma ameaça real, eu sou o primeiro a aplaudir.
No fim das contas, seja um nome saído das páginas amareladas de um livro de 1994 ou uma criação inédita que nos conecte aos filmes mais novos, o que importa é a caçada. Ver o Mando e o “Baby Yoda” cruzando as estrelas para impedir que uma nova guerra comece é o tipo de combustível que mantém nosso hiperdrive ligado há quase 50 anos.
Que venha o filme, e que o nome desse senhor seja tão impactante quanto um disparo de blaster no escuro.





