O Velho Luke e o Mar: Por que, 8 Anos Depois, “Os Últimos Jedi” Ainda Tem Razão sobre Skywalker

O Velho Luke e o Mar: Por que, 8 Anos Depois, “Os Últimos Jedi” Ainda Tem Razão sobre Skywalker

Fala, clã da Força! Como é que vocês estão? Seja você um Padawan que começou a maratona ontem ou um mestre Jedi que ainda guarda o boneco do Luke de 1977 (aquele com o sabre de luz que saía pelo braço), senta aí. Precisamos conversar sobre o “elefante verde” na sala: o Luke Skywalker de Rian Johnson.

Parece que foi ontem que entramos no cinema em 2017, com o coração saindo pela boca, esperando ver o Luke movendo montanhas com a mente, e recebemos… um eremita rabugento tomando leite direto da fonte e jogando o sabre de luz no precipício como se fosse um panfleto de propaganda política. Na época, a internet quase implodiu. Mas, passados oito anos, com a poeira de Crait já baixada, a verdade precisa ser dita: aquela versão do Luke é, possivelmente, uma das coisas mais humanas e corajosas que já aconteceu em Star Wars.

O grande choque para muitos foi ver o herói infalível demonstrar… bom, falhas. Passamos décadas lendo o antigo “Universo Expandido” (as lendas), onde o Luke era basicamente um semideus que derrubava naves imperiais com um espirro. Mas “Os Últimos Jedi” nos lembrou de uma lição que o próprio Yoda tentou ensinar: o fracasso é o melhor professor.

Pense bem: Luke carregou o peso de uma galáxia inteira nas costas desde os 19 anos. Ele foi o único que viu bondade em Darth Vader quando ninguém mais viu. Mas, ao tentar reconstruir a Ordem Jedi, ele se deparou com o próprio medo ao ver a escuridão crescendo em seu sobrinho, Ben Solo. Aquele momento de instinto — aquele segundo de fraqueza onde ele cogitou o impensável — não destruiu o personagem; ele o humanizou. Se até o herói mais puro da galáxia pode ter um pensamento sombrio e se arrepender amargamente disso, há esperança para todos nós, reles mortais que perdemos a paciência no trânsito.

O isolamento de Luke em Ahch-To não era covardia, era depressão e luto. Ele acreditava honestamente que, se os Jedi acabassem, a galáxia estaria melhor. E é aí que entra a beleza do arco: ele precisou de uma Rey (a nova geração) e de um fantasma de Yoda (o passado brincalhão) para entender que ele não precisava ser perfeito para ser um símbolo.

E aquele final em Crait? Aquilo foi a “coisa mais Jedi” que já vimos em live-action. Luke não apareceu lá para cortar todo mundo com uma espada de plasma. Ele usou a Força para defesa e proteção, nunca para ataque. Ele derrotou a Primeira Ordem inteira sem derramar uma gota de sangue, poupou a Resistência e se tornou a lenda que a galáxia precisava. Ele morreu em paz, olhando para dois sóis, fechando o ciclo de forma poética.

No fim das contas, Luke Skywalker em “Os Últimos Jedi” não foi um erro de percurso. Foi a prova de que até as lendas cansam, erram e, o mais importante, podem encontrar o caminho de volta para a luz. E se você ainda está bravo por causa do leite verde… bom, pelo menos era orgânico, né?

E vocês? Já fizeram as pazes com o Luke eremita ou ainda preferiam que ele tivesse saído girando o sabre estilo helicóptero? Contem aí nos comentários!

Que a Força esteja com vocês, sempre.