Saudações, seres de toda a galáxia!
Se tem uma coisa que a gente sabe sobre o Tio George (Lucas), é que ele nunca, jamais, joga uma ideia fora. Sabe aquela gaveta de cabos e fios que você tem em casa e que “um dia vai precisar”? O George tinha cadernos assim. E acredite se quiser: um dos pilares mais fundamentais da nossa amada saga ficou pegando poeira nessa gaveta conceitual por mais de 20 anos.
Recentemente, o pessoal do ComicBook.com trouxe à tona como Star Wars: A Ameaça Fantasma (1999) foi responsável por resgatar um conceito que estava nos rascunhos de Uma Nova Esperança (1977), mas que nunca tinha chegado às telas. Estamos falando, meus amigos, da própria definição e existência dos Sith.
“Darth Vader… Lorde de Quê?”
Para o fã que chegou agora ou cresceu com as Prequels, isso pode parecer loucura, mas senta que lá vem história. Se você assistir apenas ao Episódio IV: Uma Nova Esperança (a versão de cinema original, sem as edições especiais posteriores inserindo diálogos extras), você vai notar algo curioso: a palavra “Sith” nunca é dita. Nem uma vezinha sequer.
Darth Vader era chamado de “Lorde das Trevas” ou “aquele feiticeiro com asma” (ok, essa última é por minha conta), mas a organização “Sith” era algo que só existia nas notas de rodapé do roteiro e na novelização do filme. Para o público geral de 1977, Vader e o Imperador eram apenas os caras maus com poderes mágicos. Não havia uma “Ordem Sith” estabelecida como o oposto religioso dos Jedi.
O Resgate em “A Ameaça Fantasma”
Foi só quando voltamos no tempo com o Episódio I que Lucas decidiu abrir a tal gaveta de rascunhos. O filme não apenas introduziu o termo na boca do povo (ou na boca do Conselho Jedi), como transformou o que era apenas um título obscuro na força motriz de toda a saga.
Ao nos apresentar Darth Maul e Darth Sidious, A Ameaça Fantasma fez o seguinte upgrade no roteiro, o “Lado Sombrio” ganhou uma instituição, uma religião e uma agenda política. Estabeleceu por que os vilões operavam nas sombras. De repente, a luta de Luke Skywalker não era apenas “Rebeldes vs. Império”, mas a batalha final de uma guerra milenar entre duas seitas de usuários da Força.
Por que isso importa?
Basicamente, o Episódio I transformou uma nota de rodapé na maior ameaça da galáxia. Sem esse resgate, a história de Anakin seria apenas sobre um piloto que virou um tirano militar. Com a introdução formal dos Sith, a história virou uma tragédia sobre corrupção institucional e dogmas antigos.
Lucas pegou uma ideia que não coube no orçamento ou no tempo de tela de 1977 e a usou para justificar tudo o que acontece nos seis primeiros filmes. Isso prova que, às vezes, as melhores ideias só precisam do momento (e da trilogia) certo para brilhar.
No fim das contas, podemos reclamar do Jar Jar ou da política comercial da Federação de Comércio, mas temos que tirar o chapéu para a construção de mundo. Transformar um conceito esquecido na espinha dorsal da mitologia de Star Wars foi uma jogada de mestre. Agora, da próxima vez que você ouvir “Sempre há dois…”, lembre-se que, por muito tempo, quase não houve nenhum!
E vocês, acham que a mística dos Sith funcionava melhor quando era um mistério ou preferem essa organização detalhada que ganhamos nas prequels? Deixem nos comentários! E que a Força esteja com vocês.






