Preparem seus hiper-propulsores, porque 2026 não está para brincadeira. Se você achava que o retorno de Star Wars aos cinemas com The Mandalorian and Grogu era o ápice do ano, ou que a nova animação Star Wars: Maul — Shadow Lord (finalmente explorando o submundo!) era o prato principal, segure seu sabre de luz. A maior mudança na galáxia aconteceu nos bastidores: Kathleen Kennedy passou o bastão, e agora a Lucasfilm tem uma nova estrutura de co-presidência com Dave Filoni no criativo e Lynwen Brennan cuidando dos negócios.
Para nós, fãs que acompanhamos desde que o CGI era apenas um sonho distante, essa transição coloca um holofote gigantesco em um projeto específico: a segunda temporada de Ahsoka.
O “Filho” de Filoni sob o Microscópio
Não é segredo que Ahsoka Tano é a grande criação de Filoni, desenvolvida lá atrás sob a mentoria do próprio George Lucas. Na primeira temporada, ele já tinha assumido o papel de roteirista único e showrunner. Agora, como Co-Presidente, a segunda temporada de Ahsoka deixa de ser apenas uma série e passa a ser o manifesto do que ele imagina para o futuro da franquia.
É aqui que a conversa entre gerações de fãs fica interessante. Por um lado, temos o Filoni que respira lore, que entende o misticismo da Força como ninguém e que nos deu momentos épicos. Por outro, existe aquele receio de que ele “mergulhe fundo demais” nas referências às animações (Rebels e The Clone Wars), deixando o fã mais casual — aquele que só quer ver naves explodindo e dramas familiares — um pouco perdido no meio de deuses de Mortis e purrgils.
Além do Volume: Uma Galáxia mais “Real”
Uma das críticas mais recorrentes às produções recentes foi a dependência excessiva do The Volume (aquela tela de LED circular maravilhosa, mas que às vezes deixa tudo com cara de cenário de estúdio). A boa notícia para 2026 é que a Lucasfilm parece ter aprendido com o sucesso visual de Andor.
Para a segunda temporada de Ahsoka, Filoni e sua equipe estão mesclando tecnologias, mas voltando a investir em locações reais e cenários práticos. Ver a escala épica que Star Wars merece, com a profundidade de campo que só uma locação real oferece, é um sinal de que a nova gestão está atenta aos detalhes técnicos que fazem a diferença na imersão. Se a série conseguir equilibrar esse visual “sujo” e real com a mitologia fantástica do Filoni, teremos o melhor dos dois mundos.
Equilíbrio na Força (e no Orçamento)
A parceria com Lynwen Brennan é o que pode salvar Filoni de seus próprios instintos de fã ardoroso. Enquanto ele quer explorar cada detalhe do submundo e da filosofia Jedi, Brennan traz o olhar executivo para garantir que as histórias sejam acessíveis e viáveis. É o equilíbrio clássico: o sonhador e o realizador.
Ahsoka Temporada 2 será o nosso primeiro vislumbre real dessa dinâmica. Com as tramas de Baylan Skoll, o Grande Almirante Thrawn e o destino de Sabine e Ahsoka em Peridea, o palco está montado para algo grandioso.
2026 marca o início de uma nova era onde o “aprendiz” de George Lucas finalmente assume as rédeas da carruagem (ou melhor, da Razor Crest). Existe um peso enorme sobre os ombros de Filoni, mas se ele conseguir entregar uma temporada que honre o passado sem alienar quem está chegando agora, o futuro de Star Wars estará em boas mãos. Entre mudanças de liderança e retornos ao cinema, uma coisa é certa: nunca foi tão emocionante ser fã dessa galáxia muito, muito distante.





