Sete anos. Esse é o tempo que estamos sem ver o logo da Lucasfilm brilhando em uma tela de cinema de verdade. Depois do encerramento da Saga Skywalker, a franquia deu um mergulho profundo no Disney+, e agora o retorno triunfal aos cinemas está sendo liderado pela dupla que carregou o piano da saga nas costas nos últimos anos: Din Djarin e o pequeno (mas gigante no marketing) Grogu.
Mas, como tudo que envolve a galáxia muito, muito distante, esse retorno vem acompanhado de mudanças de bastidores dignas de um golpe no Senado Galáctico. Com a saída de Kathleen Kennedy da presidência e a ascensão de Dave Filoni e Lynwen Brennan como copresidentes, a expectativa estava na estratosfera. Porém, a forma como o filme The Mandalorian and Grogu está sendo apresentado ao público tem deixado alguns fãs com a sensação de que o GPS da Razor Crest deu defeito.
Um Super Bowl Diferente (e Meio Engraçado?)
Enquanto todo mundo esperava um trailer épico, com explosões de arrepiar os pelos do braço durante o Super Bowl, a Lucasfilm decidiu seguir por uma trilha… inusitada. Em vez de drama e tensão, recebemos um spot de TV narrado por ninguém menos que Sam Elliott. Pois é, a voz icônica do Velho Oeste americano agora narra as peripécias do nosso “Baby Yoda”.
A estratégia da Disney parece clara: focar no humor e na conexão emocional. Segundo Jackson George, vice-presidente de marketing criativo da Disney, o Grogu é um “fenômeno cultural” que traz leveza e alegria. A ideia é vender a experiência de ver esses ícones na tela grande como uma celebração. Mas será que só a fofura do Grogu é o suficiente para arrastar as multidões de volta às poltronas?
Os Números Não Mentem (e Eles Estão Meio Baixos)
Se olharmos para os dados frios, o clima na Cantina não é dos melhores. O primeiro trailer, lançado em setembro, alcançou apenas 11 milhões de visualizações em quatro meses. Para comparação, o trailer de Masters of the Universe (He-Man) atingiu 36 milhões em apenas duas semanas.
O “gancho” da Lucasfilm até agora tem sido: “Você viu no streaming, você comprou o boneco, agora compre o ingresso”. É uma aposta segura, quase preguiçosa. Parece que o estúdio acredita que a popularidade do Grogu é um escudo de Beskar à prova de falhas.
O Lado Positivo: Um Orçamento Pé no Chão
Nem tudo são dúvidas. Um detalhe interessante é que The Mandalorian and Grogu é o filme mais barato da história moderna de Star Wars, com um orçamento relatado de US$ 166,4 milhões. Isso significa que o filme não precisa arrecadar um bilhão de créditos galácticos para ser lucrativo. De certa forma, é uma estratégia inteligente para testar as águas do cinema sob a nova liderança de Filoni.
Conclusão: Queremos o “Hype” de Volta!
A verdade é que, como fãs das antigas, queremos mais do que apenas uma versão estendida do que já vimos na TV. Star Wars no cinema exige espetáculo, exige uma ameaça que nos faça perder o fôlego e, acima de tudo, exige um “gancho” que nos deixe contando os dias para a estreia. Esse spot do Super Bowl, com tom de paródia, pode ter sido divertido, mas deixou um gostinho de “quero mais (e melhor)”.
A gente sabe que o Grogu é adorável, mas para o retorno de Star Wars às telonas ser um sucesso digno de medalha em Yavin, a Lucasfilm precisa nos mostrar que ainda sabe fazer cinema épico. Esperamos que o próximo trailer venha com a força total de um Destruidor Estelar. Afinal, como diriam os puristas: This is not the Way… ainda.





