Se você, assim como eu, estava na poltrona do cinema em 2005 e ouviu pela primeira vez a “Tragédia de Darth Plagueis, o Sábio” contada por um Palpatine muito bem-intencionado (sqn), você sabe que esse nome carrega um peso absurdo. Por décadas, Plagueis foi o “bicho-papão” das sombras, o mestre que descobriu como manipular a vida e, ironicamente, não pôde salvar a si mesmo.
Pois bem, o tempo passou, a franquia cresceu e, finalmente, em 2024, a série The Acolyte nos deu aquele vislumbre de arrepiar os pelos do braço. Mas você sabia que a inspiração para essa aparição icônica veio de uma Terra bem distante… a Terra-Média?
A Receita de Leslye Headland: Um Toque de “Precioso”
Com o lançamento recente do livro The Art of Star Wars: The Acolyte, de Kristin Baver, descobrimos detalhes fascinantes sobre os bastidores. A criadora da série, Leslye Headland, revelou que sua maior referência para introduzir o mestre Sith não foi outro vilão de Star Wars, mas sim o Gollum de O Senhor dos Anéis: A Sociedade do Anel.
A ideia era criar aquela sensação de perigo iminente sem entregar o jogo de uma vez. Sabe aquele momento em que você vê os olhos brilhando na escuridão de Moria? É exatamente isso: Headland não queria luz do dia. Ela queria que sentíssemos o tamanho dos olhos e a coloração da pele de forma sutil. Ao vermos aquela mão se movendo na escuridão da caverna, nós, fãs, percebemos a ameaça antes mesmo dos protagonistas. É o famoso “olha o bicho vindo!” que a gente adora.
O Design de um Muun: Menos é Mais
Para os fãs das antigas (e os leitores assíduos do antigo Universo Expandido, agora Legends), sempre soubemos que Plagueis era um Muun — aquela espécie alta, magra e com a cabeça alongada que controla o Clã Bancário Intergaláctico.
Julian Foddy, supervisor de efeitos visuais, explicou no livro que a equipe estudou referências dos prequels, de The Clone Wars e até artes de jogos antigos para acertar o visual. A regra de ouro foi a discrição:
“Não queríamos entregar demais. O espectador casual talvez nem notasse ou soubesse quem era. Vemos apenas alguns dedos longos e um feixe de luz atingindo o rosto. O suficiente para dizer: isso aqui não é humano.”
O Que Fica para o Futuro?
É agridoce falar sobre isso, já que o futuro de The Acolyte parece mais incerto do que a pontaria de um Stormtrooper. A série terminou (ou parou por aqui) deixando ganchos enormes sobre como Plagueis se encaixa na linhagem dos Sith que levaria até Palpatine.
Mesmo que a gente não veja essa história continuar na tela tão cedo, é reconfortante saber que houve um cuidado de “Hobbit” para tratar um personagem tão sagrado para o cânone. Plagueis saiu das sombras, mesmo que por apenas alguns segundos, para nos lembrar que a Força sempre tem um lado obscuro espreitando na caverna ao lado.
Darth Plagueis sempre foi mais uma lenda do que um personagem físico, e The Acolyte respeitou essa mística ao tratá-lo como uma criatura de terror gótico. Seja você um fã que cresceu com os bonecos de Kenner ou alguém que maratonou tudo no Disney+, é impossível negar: Star Wars fica muito melhor quando as sombras começam a se mexer.
Que a Força esteja com vocês, e que o lado sombrio continue apenas na ficção!




