A Ironia da Morte em Star Wars: Por Que a Disney Não Deixou Ben Solo “Enganar a Morte” (Como Todos os Outros!)

A Ironia da Morte em Star Wars: Por Que a Disney Não Deixou Ben Solo “Enganar a Morte” (Como Todos os Outros!)

Saudações, Místicos da Força e Fãs da Imortalidade!

Se há uma certeza no universo de Star Wars, é que a morte é, na maioria das vezes, opcional. Temos fantasmas azuis dando conselhos, vilões voltando de buracos (ou sendo fatiados pela metade), e até Imperadores caindo de poços e voltando com um plano de dominação galáctica (de novo).

O Gizmodo, analisando esse tema, trouxe à tona a ironia suprema da era Disney: o veto ao filme “The Hunt for Ben Solo” (A Caçada por Ben Solo), projeto que exploraria a sobrevivência e a jornada de redenção do personagem de Adam Driver após A Ascensão Skywalker.

O motivo do veto por parte dos executivos (incluindo, provavelmente, Bob Iger)? Eles “não viram como Ben Solo estava vivo”. É de chorar (ou rir, para não chorar). Vamos provar por que essa é a desculpa mais absurda que a Lucasfilm já usou para cancelar uma história!


A Doutrina da Sobrevivência: Regras que a Disney Esqueceu

A saga Star Wars está literalmente recheada de precedentes para a sobrevivência dramática, milagrosa ou mística. Onde estavam os executivos quando esses momentos aconteceram?

1. A Regra do Palpatine: “A Morte é Só um Contratempo”

0 O Imperador Palpatine! Ele foi jogado em um reator (duas vezes se você contar o Legends), explodiu com a Estrela da Morte, e ainda assim voltou em um corpo clonado em A Ascensão Skywalker — tudo graças aos Sith terem “segredos que a maioria considera antinaturais”.

Se o vilão supremo pode retornar de uma explosão atômica com uma explicação mística vaga, por que Ben Solo, que fez o sacrifício heroico definitivo e estava inteiro (apenas esgotado pela Força), não poderia ter sido resgatado por alguma habilidade Jedi/Mística ou ter se teleportado para um lugar seguro? A Disney parece aplicar a ressurreição apenas para quem paga as contas (o vilão principal), e não para quem merece a redenção.

2. A Regra do Maul: “Ser Cortado ao Meio Apenas Fortalece Você”

Darth Maul, que foi partido ao meio por Obi-Wan Kenobi no Episódio I. Ele sobreviveu, rastejou, viveu de raiva e pernas de aranha por anos e voltou para ser um dos vilões mais complexos das animações.

Ben Solo usou a Força da Vida (a mesma técnica de Palpatine, mas para curar) para salvar Rey, e morreu esgotado, caindo na luz. Sua morte foi uma escolha dramática. Se a fúria pode manter Maul vivo após ser fatiado, o amor redentor de Ben Solo merecia, pelo menos, uma chance de sobreviver.

3. A Regra do Fantasma da Força: “Se Você Pode Falar Depois de Morto, Poderia Ter Vivido”

Obi-Wan, Yoda, e até Anakin (que ressurgiu no final de O Retorno de Jedi). Por que se dar ao trabalho de ser um fantasma que só dá conselhos, se você poderia estar vivo e ajudando Rey a reconstruir a Ordem Jedi? A sobrevivência como Fantasma da Força é a prova de que a alma/consciência do Jedi transcende o corpo. O Ben Solo redimido tinha mais direito a essa imortalidade do que qualquer um, mas o fã queria vê-lo vivo.

O Preço da Falta de Visão

O filme de Ben Solo não era apenas um desejo dos fãs; era uma oportunidade narrativa brilhante para explorar a redenção de um Skywalker, algo que a saga sempre prometeu. Ter Adam Driver e Steven Soderbergh na equipe era um sonho.

A razão do veto — a suposta impossibilidade de sobrevivência — é um soco na cara de 48 anos de mitologia de Star Wars, que sempre usou a morte como um mero obstáculo dramático.

No fim das contas, a Disney preferiu a “coerência” superficial de uma morte limpa a uma história rica e emocionante. É uma perda que a galáxia, e principalmente os fãs da Trilogia Sequela, jamais esquecerá.

Que os executivos encontrem a Força da criatividade, porque a Força da Vida já está sendo desperdiçada!