Quando a Millenium Falcon acabou no solo: os diretores de Solo foram demitidos!

Quando a Millenium Falcon acabou no solo: os diretores de Solo foram demitidos!

Sabe aquela sensação de ver seu personagem favorito pronto para alçar voo… e, de repente, o piloto é substituído no meio do trajeto? Foi exatamente isso que aconteceu com Phil Lord e Chris Miller, diretores de Solo: A Star Wars Story — demitidos faltando poucas semanas para a filmagem acabar, dando lugar ao veterano Ron Howard. Uma confusão tão épica quanto pular uma estrela de guerra — e com muito mais café nos bastidores.


O que rolou? Um resumo galáctico da bagunça intergaláctica

Phil Lord e Chris Miller, conhecidos por comédias ácidas como The Lego Movie e 21 Jump Street, chegaram ao set com a visão de fazer algo “fresco e diferente”. Só que a produção de Solo queria apenas um “toque cômico”, não uma comédia inteira — e houve discussões sérias sobre tom e estilo com Kathleen Kennedy, presidente da Lucasfilm, e Lawrence Kasdan, co-roteirista clássico do universo Star Wars.

O estilo espontâneo dos diretores — com improvisos e múltiplas tomadas — atrasou cronogramas e provocou queixas da equipe de produção. Um colaborador chegou a dizer que “um dia parecia que a equipe só queria saber se iria embora antes do sol nascer”. Kathleen Kennedy resumiu: “há espaço pra improviso, mas tem que haver um processo super estruturado”.

Em junho de 2017, faltando poucas semanas para o fim da filmagem principal, a Lucasfilm anunciou a demissão dos diretores. A justificativa oficial: “visões criativas diferentes”. Lord e Miller confirmaram que, “por uma vez,” esse clichê era verdade mesmo.

Dois dias depois, Ron Howard assumiu — trazendo a experiência de grandes produções e uma visão mais “Star Wars” de verdade. Ele refilmou cerca de 70% do conteúdo e encurtou as cenas — mas o custo? Aumentou. E o box office: Solo foi o único filme da franquia que perdeu dinheiro.

Donald Glover, o Lando da vez, comentou que houve “uma falha de comunicação sobre a visão artística” — e que a chegada de Howard trouxe um controle necessário, ainda que a troca tenha sido tensa.

Segundo as normas da Guilda dos Diretores, o diretor que reinicia o projeto e faz reshoots de um certo nível fica com o crédito. Como Howard refez grande parte, ele teve o crédito de diretor, enquanto Lord e Miller receberam apenas o de produtores-executivos.


O caso de Solo: A Star Wars Story é uma aula sobre os limites da criatividade em franquias massivas. Lord e Miller queriam inovar; a Lucasfilm queria tradição — e a galáxia acabou com dois estilos se esbarrando. No fim, a Millenium Falcon continuou voando, mas com um piloto mais acostumado ao percurso clássico… e com uma lição pra lá de importante: no universo Star Wars, às vezes improvisar demais pode ser um tiro pra fora da nave.