Imaginem comigo: em 2017, após Os Últimos Jedi (sim, amado e odiado com igual fervor), Lucasfilm anuncia uma nova trilogia Star Wars assinada por Rian Johnson. Era como prometer uma nova Aliança Rebelde — com personagens nunca vistos e uma galáxia jamais explorada.
Anos se passaram e… nada aconteceu. Sem roteiro, sem cronograma, nem tratamento — só ideias conceituais jogadas na mesa durante conversas com Kathleen Kennedy. Johnson tentou, mas acabou mergulhando de cabeça em Knives Out, Glass Onion e a série Poker Face. Ele mesmo admitiu à Rolling Stone: “Nada realmente aconteceu com isso”, e que o projeto ficou engavetado pela própria concretização de outros trabalhos.
Mesmo assim, Johnson deixou claro que, se um dia surgir oportunidade, ele voltaria feliz para o universo Star Wars: “Seria o mais feliz da galáxia se pudesse voltar naquele sandbox algum dia”, afirmou.
Do lado de Kathleen Kennedy, o discurso é o mesmo: “ainda gosto dele, a porta continua aberta, mas ele está inacreditavelmente ocupado” e por isso o projeto está em pausa. Ou seja: não foi cancelado oficialmente, só suspenso por tempo indeterminado.
Nas redes, fãs mantêm a chama acesa. Numa comunidade do Reddit, um usuário resumiu bem:
“Rian has been unbelievably busy with Knives Out … But the door is still open”
Outro comentou sobre o potencial da trilogia:
“I should think full control over the entire story will yield a much better product”.
A trilogia ainda permanece um “ser ou não ser” criativo. Segundo reportagens recentes, nenhuma movimentação significativa ocorreu desde que a ideia nasceu, e não se espera lançamentos até, no mínimo, o fim da década de 2020. Lucasfilm segue investindo em outros filmes e séries, como os dirigidos por Mangold, Filoni, Waititi, e projetos centrados na Rey pós‑Saga, mas sem relação com Johnson .
NME e Collider resumiram:
“Nothing really happened … it was all very conceptual”
E ComicBook.com reforça que a energia de Rian Johnson ainda faria falta à franquia:
“Star Wars could use some Rian Johnson energy” — mas nada avançou além do conceito.
Então, meu amigo galáctico, resta para nós uma espécie de crônica interplanetária: um projeto ambicioso vindo de um diretor com visão distinta, travado por compromissos, ainda reverenciado por fãs e respeitado por Lucasfilm — mas que, por ora, se tornou um conto idealizado no hiperespaço de possibilidades.
Será que um dia veremos essa trilogia ganhar vida? Johnson ainda quer, Lucasfilm parece aberta; o grande obstáculo é tempo e oportunidade. Até lá, resta revisitar Os Últimos Jedi, especular e, claro, curtir os detetives de Knives Out enquanto o sabre de luz do sonho aguarda sua ignição.




