Se tem uma coisa que o universo é bom em fazer é girar como um sabre de luz — e quem acompanha sabe bem. Nesse movimento, Mark Hamill, o eterno Luke Skywalker, passou de mestre Jedi a figura sombria ao protagonizar The Long Walk, uma adaptação distópica de Stephen King. Mas como esse Luke carrancudo de The Last Jedi se tornou combustível criativo para o papel mais frio da carreira de Hamill? Vamos descobrir!
De The Last Jedi ao Major sem misericórdia
Segundo o Gizmodo, os criadores de The Long Walk foram atraídos pelo desempenho de Hamill como Luke Skywalker na saga sequencial, especialmente pelo tom carregado e desencantado que ele trouxe para The Last Jedi. Isso não só chamou atenção como acabou sendo decisivo para sua escalação no papel do Major — o comandante brutal que supervisiona uma competição mortal entre adolescentes caminhando até sobrar só um vivo.
Ator em entressafra? Nem pensar
Na ocasião do lançamento, Hamill revelou que, após A Ascensão Skywalker (2019), chegou a pensar em se aposentar do live-action. Ele já estava inclinado a dedicar-se apenas à dublagem… até que o diretor Mike Flanagan o chamou para projetos marcantes como The Fall of the House of Usher e The Life of Chuck, reacendendo sua paixão pelas câmeras.
Assustadoramente diferente — e adorável nos bastidores
Interpretar um antagonista tão cruel quanto o Major exigiu total comprometimento. Em entrevista, Hamill disse se sentir perturbado com a violência do personagem — um sentimento que o diretor Francis Lawrence acolheu com grande sensibilidade.
E sabe o mais curioso? No set de filmagens, o jovem elenco, fã da franquia original, estava fervilhando para ouvir tudo sobre Star Wars. Hamill, com toda gentileza, pediu um tempo para marcar seu texto — depois, soltou histórias enquanto cruzava com todo mundo ao redor do seu Jeep com um guarda-chuva, mostrando que o terror no filme ficava apenas na tela.
O vilão mais sombrio (e talvez o mais memorável)
Na estreia da prévia no San Diego Comic-Con, Hamill comentou que o Major pode ser o vilão mais sombrio que ele já interpretou — e isso é dizer algo vindo do cara que emprestou voz ao Coringa por décadas. A construção desse personagem, segundo ele, ultrapassa qualquer coisa anterior.
Mark Hamill pode ter rejeitado Luke Skywalker para sempre, mas usou o legado do personagem para mergulhar de cabeça em papéis que testam os limites — e o Major de The Long Walk promete ser um dos mais intensos da carreira. É aquele tipo de virada artística que mostra que um Jedi nunca para de surpreender.




