Tony Gilroy entrou tardiamente na produção de Rogue One: Uma História Star Wars, mas agora compartilhou algumas reflexões sobre o que ele teria feito de forma diferente se tivesse controle total da narrativa.
Três anos após a estreia de Andor, a série mais aclamada do universo Star Wars e com a segunda temporada indicada em 14 categoria do Emmy – entre elas, Melhor Série de Drama –, o criador Tony Gilroy continua afirmando que não haverá uma terceira temporada. Ainda assim, é inevitável imaginar como a história poderia ter se expandido. Vale lembrar que Gilroy foi chamado para estabilizar a produção de Rogue One nos estágios finais, e apesar do sucesso que conquistou com a série prelúdio, ele herdou personagens e tramas que já estavam definidos. Mas e se ele tivesse começado Rogue One do zero? Faria algo diferente?
Na mais recente edição da revista Empire, Gilroy respondeu a essa pergunta. Ao falar sobre o legado de Andor e sua recepção extraordinária, ele foi questionado se incluiria algum personagem original da série no filme de 2016. Ele respondeu sem hesitação:
“Eu com certeza colocaria a Vel [interpretada por Faye Marsay] lá. Meu Deus, imagine o que a Vel pensaria da Jyn Erso! Tenho certeza de que ela teria comentários bastante… incisivos. A Jyn provavelmente despertaria todos os gatilhos de irritação da Vel.”

É uma ideia fascinante, ainda mais considerando que Gilroy, por escolha consciente, evitou qualquer tipo de participação de Jyn Erso em Andor. Para ele, isso seria uma decisão desrespeitosa com a construção da personagem e com a independência narrativa da série. Mesmo assim, a possibilidade de imaginar o que Vel teria feito após os eventos de Andor, e qual teria sido seu papel futuro na Rebelião, permanece viva, ainda que provavelmente sem resposta.
Existe chance de mais Andor?
Em uma entrevista anterior à Variety, Gilroy explicou por que abandonou o plano inicial de produzir cinco temporadas da série. Segundo ele, a execução prática dessa ideia era impossível:
“Simplesmente não dava para filmar cinco anos de série. O Diego [Luna] teria uns 65 anos. Eu já estaria num asilo. Ficamos em pânico. Não dava para assinar um compromisso assim para sempre.”
A decisão é compreensível do ponto de vista criativo e logístico, mesmo que seja uma decepção para os fãs de Star Wars. Apesar disso, ignorar completamente o desejo de expandir propriedades intelectuais tão amadas também seria, nas palavras de Gilroy, um erro.
E então, existe alguma chance de vermos uma nova produção que sirva de ponte entre Andor e Rogue One?
Mais uma vez, Gilroy foi direto:
“Não há mais possibilidades. Tudo o que sabemos, vocês também sabem. Está tudo aí.”
Com isso, ele encerra qualquer especulação: a era Andor chegou ao fim. E a não ser que Gilroy mude de ideia quanto a seu futuro com a franquia Star Wars, é pouco provável que vejamos seu nome envolvido em novos projetos ambientados nessa galáxia tão, tão distante.




