Artigo | Crônicas do FerLando: Star Wars (Master System)

Artigo | Crônicas do FerLando: Star Wars (Master System)

Quando moleque a minha rotina se resumia a escola – master system, master system – escola. E certamente o pequeno 8 bits da SEGA foi o console que mais tive jogos e por incrível que pareça nunca tive um título da saga criada por George Lucas. Contudo, anos depois, quando comecei a levar o hobby de colecionismo de games a um nível mais sério, readquiri diversos títulos que jogava quando pequeno e adquiri alguns que sequer tinha ouvido falar e entre eles estava Star Wars!

Star Wars, para Master System, é baseado no enredo de Uma Nova Esperança e acompanhamos a jornada de Luke desde Tatooine até a destruição da primeira Estrela da Morte. E, assim como a maioria dos produtos de Star Wars, o jogo inicia com o crawl text. O que diferencia aqui é a forma como esse texto é mostrado, que devido as capacidades limitadas do console, era um texto simples que subia na vertical, o que dava uma sensação se estar faltando algo ali. Mas abertura que segue e temos a clássica sequência da perseguição do Star Destroyer e a Tantive IV. Daí o jogo já corta para os Droids caindo em Tatooine e o jogo se inicia.

A parte inicial do jogo segue uma perspectiva similar aos primeiros GTAs (me refiro ao GTA 1 e GTA2, onde vemos os personagens de cima), onde controlamos o Speeder de Luke pelas areias de Tatooine. Explorando o ambiente descobrimos cavernas e o Sandcrawler dos Jawas, onde o jogo muda da perspectiva para uma espécie plataforma “à la Metroid”, onde devemos explorar o ambiente atrás dos objetivos. Nessa primeira parte do jogo o principal é juntar toda a equipe, ou seja, encontrar Ben nas cavernas e Han Solo na cantina de Mos Eisley (esse nível para mim é o mais psicodélico do jogo inteiro).

Após conseguir toda a tripulação o jogo entra na segunda parte onde novamente temos uma perspectiva nova – dessa vez em primeira pessoa – e desafiamos nossas habilidades pilotando a Millenium Falcon através de asteróides e Tie Fighters. Aqui o jogo peca um pouco, pois o controle do Master System não ajuda na mira e existe uma sensibilidade baixa para mover o cursor e acertar o alvo a tempo. Mas ainda o principal do jogo é o modo plataforma e o jogo segue mais alguns níveis nesse modo até entrarmos na parte final.

Na terceira, e última, parte do jogo vamos para a clássica batalha de Yavin. Claro que aqui temos novamente as limitações do hardware do console e temos mais uma missão em primeira pessoa, a bordo dessa vez da X-Wing e depois de abater alguns inimigos o jogo muda para o modo superior (assim como no início do jogo). Aqui temos que avançar com a X-Wing pelos vales da Estrela da Morte e acertar a tempo o reator. Finalizando essa fase o jogo se encerra com três cenas rápidas. Um final simples para um jogo que diverte muito.

Star Wars, também possuiu versões para NES, Game Boy e para Game Gear, tendo este último alguns extras como um início diferente do relatado no início do texto, onde observamos Leia entregando os planos para R2-D2 e outras alterações como a retirada da parte do Speeder em Tatooine em troca de outros outros níveis de plataforma.

Com certeza esse é um jogo que merece um replay ou até uma jogada por aqueles que desconhecem. É um jogo que, para os padrões dos consoles citados, atende bem tanto os gráficos quando os áudios. A jogabilidade é simples, mas o cenário e os inimigos trazem certa dificuldade para o jogo. Para aqueles que querem um desafio, o jogo possui três níveis de dificuldade que ajudam ainda mais o fator replay. O único fato que desanima são as cenas de história tanto do início, entre fases e o final que é rápido demais. Mas mesmo assim, valeu a pena e para os colecionadores esse é um item indispensável!