Artigo | Crônicas do FerLando: Jedi Power Battles

Artigo | Crônicas do FerLando: Jedi Power Battles

Pouco depois do lançamento de A Ameaça Fantasma, em 1999, todo mundo estava louco pelo novo capítulo da saga criada por George Lucas. Sim amiguinhos, houve uma época em que as pessoas gostavam do filme e não ficavam de “haterismo” sem argumentação com o filme. E como um verdadeiro gamer que se preze fui mais um na multidão que corria atrás de um jogo baseado no filme. Como eu contei no último texto, eu possuía apenas um Nintendo 64 e para meu azar a Lucas Arts lançou Star Wars Episódio I: A Ameaça Fantasma apenas para PlayStation. Foi uma decepção mas para a minha sorte eu tenho um grande amigo que época era dono do console da Sony e comprou o jogo. Lembro de ter acompanhado até a loja e depois fomos pra casa dele jogar. Amigos… que desastre! Aquele jogo era horrível em muitos níveis, desde os controles lentos até a câmera que ficava posicionada num ângulo muito estranho. Foi uma decepção até que, no final do ano 2000, o mesmo amigo adquiriu um novo jogo do Episódio I, um tal de Jedi Power Battles!

Apesar de Jedi Power Battles (que chamarei simplesmente de JPB) não seguir fielmente os eventos do filme, é um jogo divertidíssimo. Pra início de conversa, você joga a campanha principal sozinho ou no modo cooperativo com um amigo. Escolhendo, então, quantas pessoas irão jogar passamos à escolha de personagens. Aqui era possível escolher entre cinco personagens: Qui-Gon Jinn, Obi-Wan Kenobi, Plo Koon, Adi Gallia e Mace Windu. Um dos detalhes interessantes é que Plo Koon neste jogo possui o sabre amarelo (diferente do sabre que ele usa posteriormente no Episódio II, que a lâmina é azul), Mace usa um sabre azul e Adi um sabre vermelho. Diacho, o que os desenvolvedores estavam pensando ao colocar as cores dos sabres assim? Ok, vida que segue!

JPB possui dez fases (além de fases secretas desbloqueáveis terminando o jogo com determinados personagens), onde a grande parte da ação necessita da habilidade dos Jedi como saltar  em plataformas ao mesmo tempo que luta contra droides da Federação de Comércio. Assim como o roteiro do filme, as fases seguem uma ordem onde iniciamos na nave da Federação de Comércio e terminamos na belíssima batalha contra Darth Maul. Uma das coisas mais legais nesse jogo são, como mencionado anteriormente, os extras que são desbloqueáveis, principalmente os personagens secretos. Além de poder jogar com Padmé e Capitão Panaka, Darth Maul é um dos personagens escondidos que temos o prazer de jogar se conseguirmos desbloqueá-lo. Obviamente jogar com o grande vilão Sith naquela época era motivo de briga, afinal todo mundo queria jogar com ele e como eu não era o dono do console sempre perdia e ficava com meu querido Plo Koon mesmo.

Talvez, o único ponto negativo do jogo sejam os controles que por vezes falham, principalmente quando requerem uma destreza em momentos que precisamos atravesar diversas plataformas, pulando de uma para a outra. Caso esteja em modo cooperativo, a câmera também pode atrapalhar uma vez que ela dá prioridade ao player 1.  Esses momentos eram os piores para mim, pois como era meio inexperiente com o controle do PlayStation, além do controle não ajudar eu errava os botões, então imagine o tanto que fui xingado! Mas nada que uma prática que não leve a perfeição! 😉

JPB é um jogaço, admirado por alguns e desconhecidos por muitos novos fãs. Se eu recomendaria? Claro, mas a versão do Dreamcast que na minha opinião é a versão definitiva. Além das versões para PlayStation e Dreamcast, JPB também teve uma versão para GameBoy Advance, onde o jogo foi totalmente refeito para atender o hardware do portátil da Nintendo. E se você ainda conseguir jogar em modo cooperativo o jogo só fica ainda mais divertido, uma vez que as atrapalhadas de um rendem boas risadas (ou muitos palavrões)!